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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

24
Nov16

Ocasionais

ocasionais

 

“Natalices”

 

Por aqui, neste Novembro já a meio, menos fresco que o costume, vendedores, feirantes e comerciantes, videirinhos e tratantes, simplórios, gabarolas e «ingénuos úteis», passado o «S. Martinho», e com uma castanha ainda a rilharem numa boca vazia de palavras sérias e decentes, apressam-se desalmadamente a anunciar o «Natal».

 

O Novembro ainda tem pra durar, e já flamejam luzes e luzinhas em janelas e vidraças, desde o rés-do-chão até ao último andar das gaiolas urbanas, pintaroladas com nevadas figuras e figurinhas a representar os motivos de vaidade dos habitantes-figurões destes casulos; nas varandas estão pendurados uns farrapos avermelhados nos quais se percebe um cabeçudo sisudo, com barbas à «pai-do-céu» antigo; e as caixas-do-correio estão entupidas com folhetos dos «Hiper», dos «Super», dos «Mini» Mercados; das Lojas de pneus e de electrodomésticos; dos agentes de Seguros e dos «Institutos» ópticos e de beleza garantindo que «este ano, o Natal chegou mais cedo».

 

E todos falam, e prometem, «preços baixos», produtos milagrosos, serviços «personalizados», prazeres exuberantes, gostos sublimes, consolações «derretidas», alegrias transbordantes, saúde «até dar c’um pau», felicidades supremas!

 

Nas Rotundas, nos Cruzamentos, e nas pontas das pontes, bandos de «voluntários» esforçam-se heroicamente para que os condutores de automóveis, de carrinhas, de camionetas e de camiões, e transeuntes, a pé ou a cavalo, aceitem os seus «certificados de generosidade de bondade, de solidariedade» com a correspondente … côngrua, oblata, dízimo, contribuição, retribuição, oferta retirada da carteira do assarapantado «cruzado»!

 

Nas Ruas, bandos de «legionários» tocam às campainhas de todos os cubículos, de todos os apartamentos, de todas as moradias e de todas as vivendas, e entram pelos “Cafés”, Pastelarias e “Pão-Quente”; Lavandarias, Talhos e Lojas de «pronto-a-vestir»; Drogarias, Papelarias e Mercearias; Sapateiros - Rápidos e Cabeleireiros-de-homens a lembrar a importância dos Bombeiros Voluntários, nos incêndios; a lembrar a importância da PSP e, ou, da GNR e da Brigada de Trânsito, na passagem de multas; a do Rancho Folclórico, a da Tuna, a do Clube de Futebol, a dos Tocadores de Bombo, para a nomeada da Freguesia!

 

Só não tocam nem entram (Credo! Cruzes! Canhoto!) nas «Dependências Bancárias»!

 

Nas Rotundas, nos Cruzamentos, nas pontas das pontes; nas Ruas; nas Caixas-do-correio e nas Caixas-de-mensagens dos telemóveis; e, a toda a hora, a fazerem tocar o telefone fixo pelotões, companhias, batalhões regimentos, exércitos; frotas, comboios, e esquadrões, esquadrilhas e quadrilhas de figurões, impostores, aldrabões, trampolineiros emboscam, cercam, atacam, intimidam, intimam os cidadãos de boa-fé, bondosos, piedosos, solidários a conceder às instituições, que essa cambada tão interesseiramente serve ou diz servir, um imensamente mais ruidoso que glorioso pretexto para aliviarem a sua consciência com tão publicitadas, quão insignificantes e inautênticas, obras beneficentes!

 

O descaramento é tanto que, todos os anos, os publicitários usam sempre a mesma paragangona-chavão: - «Este ano o Natal chegou mais cedo»!

 

E, em nome das boas acções, de benevolências e, ou, favores feitos ou a fazer; em nome das «criancinhas», dos «doentes», dos «velhinhos»,  -   que durante o ano foram esquecidos, ou explorados, ou maltratados, ou abandonados à sua sorte   -    o Natal aparece como o milagre dos milagres, a dar saúde, consolo, fartura, prazer, bem-estar, alegria aos tristes, aos desgraçados, aos oprimidos, aos injustiçados, aos excluídos! Aos infelizes!

 

E isso, graças aos «Preços Baixos», aos Saldos, às Promoções dos Comerciantes; e, mais ainda, graças à dádiva imensa de inúmeros «voluntários» e «legionários» que, de manhã à noite, (e até pela noite dentro!) abordam, de todas as maneiras e feitios, todos quantos, no seu entender, nunca, durante o ano, se lembraram do «Próximo» e não o amaram «como a si mesmos»!

 

Kant espantava-se que no mundo houvesse tanta bondade e tão pouca justiça!...

 

Natal!

 

Estação do ano em que a hipocrisia, a burla, a vigarice, a mentira, a chantagem saem à rua, com vistosas (e ronhosas, também!) roupagens; coloridos (e aberrantes) discursos de bondade e de «bondadeza»; e artísticos (e insultuosos) arremedos de visitas de arcanjos celestiais!

 

Natalices!

 

M., vinte e três de Novembro de 2016

Luís Henrique Fernandes

24
Nov16

Flavienses por outras terras - Madalena Silva

Banner Flavienses por outras terras

 

Madalena Silva

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até à região de Entre Douro e Vouga. Em Santa Maria da Feira, terra dominada pelo seu altaneiro castelo (considerado uma das obras mais emblemáticas da arquitetura medieval portuguesa), vamos encontrar a Madalena Silva.

 

Mapa Google + foto - Madalena Silva.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci na Rua Direita, em Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária, em Santa Cruz, a Escola Secundária Dr. Júlio Martins e a UTAD.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí de Chaves em 1989, por razões profissionais.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Já vivi em Avis, no distrito de Portalegre, e em vários locais no concelho de Santa Maria da Feira.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

A família, a escola e os amigos.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Conhecer a nossa gastronomia e os nossos monumentos.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Não sou uma pessoa saudosa.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Depois do falecimento da minha mãe vou a Chaves com mais frequência, habitualmente uma vez por mês para poder estar com o meu pai.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Para viver não, mas é um bom lugar para passar férias.

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Madalena.png

 

 

 

 

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