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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

18
Dez16

O Barroso aqui tão perto

1600-cervos (106)

 

Para já fica uma imagem de "O Barroso aqui tão perto", pois o tempo (dos relógios) nem sempre nos está de feição e post completo só amanhã, segunda-feira à noite será possível. Assim, fiquem com uma mostra da aldeia, quanto ao resto e nome da aldeia, fica para amanhã. Ah! e como estamos de férias, hoje não regressamos à cidade...

 

 

 

18
Dez16

Ocasionais - "Tenho de Ir"

ocasionais

 

“TENHO DE IR!”

 

 

Ó vós, videntes, bruxos, curandeiros, astrólogos, feiticeiros, xamãs e mães-de santo!

 

Ó vós, Senhora de toda a Saúde e de todos os Remédios, das Ajudas e da Livração, do Engaranho, do Ó e do Viso!

 

Ó vós, Senhora das Brotas!

 

Ó vós, psicólogos e psiquiatras; neurologistas; existencialistas e vitalistas; cínicos, epicuros; materialistas e racionalistas; aventureiros, «saídos da casca» ou pingentes, «coninhas» e «mosca-morta»; vendedores de «banha-de-cobra» e peritos no «conto do vigário»; soberbos intérpretes, de esplanada «à la Sport» ou de “Pão-Quente”; de técnico-tácticas e arbitragens nas «quatro linhas» dos «tapetes verdes», «que-lara-mente» compostos por uma «moldura humana»!

 

Ó vós, sábios cheios de certezas absolutas, que certificais a mentira como verdade!

 

Ó vós, continentes de tanta informação «de cabeleireiro»!

 

Ó VÓS!

 

Dizei-me, explicai-me por que, nascido em CHAVES, na NORMANDIA TAMEGANA, em TRÁS-OS-MONTES experimento, no corpo e na alma, (cínicos, nos sentidos e na mente) as saudades dos consolos da era sem luz eléctrica, sem estradas ou caminhos pavimentados; sem caldos «Knorr», nem «hamburgers», nem «pizzas», nem «portagens», nem parcómetros!

 

 Mas da da luz da candeia, da lareira, do luar e do fachuco de palha; do caldo de chícharros, da bica de manteiga, das segadas e das malhadas; da matança do reco; da «chega de bois», do «jogo do pau» e do «jogo da choca»; da pesca no rigueiro de Sangunhedo ou no fio d’água do Rabagão, antes da Barragem da Venda Nova, no Noro, no Tâmega, no Covas; dos bailaricos em «Feces» e das «rubicanadas» travessias «à Júlio César», do Tamenguelos; das cartas, dos telegramas … e da “Caixa Postal”!

 

Do «Domingo dos compadres», do «Domingo das Comadres» e do “Domingo de Ramos»!

 

Das Verbenas e dos Bailes nos Bombeiros!

 

Dos “Lázaros”, de Verin!

 

Do Toque das Trindades!

 

Dos apitos do comboio, desde a Ribeira da GRANGINHA até à Estação, ou desde a Estação até à Ribeira da Granginha!

 

Dos «pontapés-na-bola» no “ROLO”, no Toural, no adrozito da Misericórdia ou no «relvado» do Castelo, lá, em MONTALEGRE; no «maracanã» da Srª da Livração, nas BOTICAS; no «Wembley» da LAPA, na «cidade»; ou num lameiro de Soutelo ou numa eira da Granginha!

 

Das caminhadas sobre a neve, desde a “Ponte da Pulga” até à CASTANHEIRA, só para poder comer um caldo ao pé da minha «apaixonada»!

 

Das maroteiras em fazer desaparecer os pentes, lá no cimo ou no fundo das escadas do Mercado, ao Geninho, ou uma maçã (das mais pequeninas) a uma «Regateira», partir dois ou três ovos e deles caírem clara, gema e… «uma coroa» ou «dez tostões» … e, depois, pagar meia dúzia, pela «brincadeira», não sem antes, primeiro, «sumir» as moedas!

 

Dos bancos e dos canteiros floridos, das «FREIRAS!

 

Das «conspirações», académicas ou românticas, no “IBÉRIA”!

 

Ó VÓS!

 

Dizei-me por que ao chegar a Vila Nova, mal batia com os olhos nos montes da «Fenda de Eva», na «Aberta da Ti’Aurora», na Quinta da Maria Rita, no Alto da Forca, ficava banhado em lágrimas e voltava para sul!

 

Ou, quando os amigos Blogueadores me convidaram para um JANTAR-Convívio, num Janeiro mais que frio, lá, no “Aprígio”, e só fui capaz de lhes deixar lá uma lembrança; e, ido pela ABOBELEIRA e VALDANTA, chegado ao CANDO, as lágrimas fizeram-me deslizar para a saída da cidade e rumar a sul, novamente!

 

E por que, mal faço a curva do “Matadouro”, logo me cresce a água na boca e sou obrigado a ir direitinho à procura, faça chuva ou faça sol, de uma quentinho “Pastel de Chaves”!

 

Ah! Tenho mesmo de ir aí para me indemnizar dos ruídos, das abstinências e das saudades a que por aqui estou condenado!

 

M., Um de Novembro de 2016

Luís Henrique Fernandes

 

 

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