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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Quem conta um ponto...

05.06.17 | Fer.Ribeiro

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345 - Pérolas e diamantes: Hot Dogs

 

Depois da Guerra Fria, os seus silenciosos heróis passaram à clandestinidade na mesma sociedade que protegeram. Talvez se sintam agora dissidentes. Quase como estrangeiros no seu próprio país.

 

Antigamente nem sequer eram recebidos nas divisões das traseiras. Agora acomodaram-se às pessoas e às situações.

 

Talvez ensinem em universidades onde lhes é dedicada alguma atenção, que será seguida de alguma confiança e é até provável que gozem de algum apoio.

 

Dizem o que as outras pessoas disseram antes delas: Quem pode, faz; quem não sabe, ensina.

 

Perderam a sua utilidade, a sua unidade e o seu objetivo, porque viram demasiado, omitiram demasiado e conciliaram demasiado.

 

Mas será que alguma vez o desespero e a pobreza humana constituíram séria preocupação para alguma nação rica? Estou em crer que não. Mas eu sou um incréu, não posso servir de exemplo.

 

Habituei-me a misturar o tremendamente sério com o tremendamente frívolo, tentando fazer com que a diferença entre um e outro seja pequena. Faz parte do manual de sobrevivência em sociedade.

 

Aprendi a libertar-me do medo porque sei que as pessoas medrosas nunca aprendem.

 

A maioria das vezes não se ganha. O outro lado é que simplesmente perde. Os conflitos ideológicos, em vez de nos libertarem, reprimiram-nos. A guerra, que diziam fria, terminou. Pelo menos é isso que dizem. O que importa é a esperança.

 

De uma coisa me arrependo, do tempo e das capacidades que desperdiçámos, para nada.

 

Fingíamos que as coisas não existiam, ou então fingíamos que não eram importantes. Era esse o manual de sobrevivência de um revolucionário.

 

Nunca é com a mentira que vamos derrotar os mentirosos.

 

Sei agora que do lado de lá, onde estavam os putativos amigos, mentiam para esconder o seu mau sistema. Do lado de cá também nos mentiam para esconder as supostas verdades.

 

Falavam do respeito pelo individuo, do amor à diversidade e à discussão, na crença de que só se pode governar justamente com o consentimento dos governados. E enalteciam a nossa capacidade de ver o ponto de vista dos outros – sobretudo nos países que explorámos, quase até ao aniquilamento, para os nossos próprios objetivos.

 

Em defesa de uma suposta retidão ideológica, enchemo-nos de uma compaixão deífica, a raiar a indiferença.

 

Apesar das ladainhas ocidentais, é ainda onde nos encontramos. Na indiferença estratégica.

 

Aparentando o contrário, a nossa sociedade continua a proteger os fortes contra os fracos. Apenas aperfeiçoámos a arte da mentira pública.

 

Horace Walpole escreveu que “este mundo é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem”.

 

Por isso é que, salvo raros momentos, o nosso presente é uma comédia e o nosso passado foi uma tragédia.

 

Por incrível que possa parecer, dizer não é sempre mais fácil do que dizer sim. Deixar de sentir não é deixar de existir. Além disso, a filosofia tem de servir para alguma coisa.

 

Também eu teimei durante algum tempo em ser, ou parecer, conservador. Mas que diabo é que existe por aí de bom que se possa conservar?

 

Eu sei que a vida ou é uma busca ou não é nada. Mas, convenhamos, não é com o aproximar da idade da reforma que uma pessoa se deve disponibilizar a vaguear perdido e a dar voltas à cabeça sobre a maneira de reinventar a humanidade.

 

Agora compreendo, depois de muito estudar a multiculturalidade e os seus apóstolos,  

a razão porque tanto os cambojanos como os tailandeses apostam grossa maquia no número de vezes que uma rã vai arrotar.

 

É com a chegada do verão que se escuta o frenético tagarelar dos insetos.

 

João Madureira

O Barroso aqui tão perto - Arcos

05.06.17 | Fer.Ribeiro

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Já o disse aqui várias vezes que as minhas ligações ao Barroso acontecem desde criança. De início as minhas idas a Montalegre eram feitas via Estrada Nacional 103 e só mais tarde, anos oitenta, a opção passou a ser via Soutelinho da Raia. Pensava eu que entre ambos os trajetos pouco ou nada existiria para além de montes, serras e planaltos.

 

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Na minha curiosidade de jovem nunca tive os mapas e cartas geográficas na agenda, então havia outras descobertas mais interessantes a fazer e depois tudo tem o seu tempo nos nossos interesses. O meu/nosso território, o nosso passado e a nossa história só em adulto é que começou a despertar interesse. Primeiro por aquilo que me estava mais próximo, depois, naturalmente comecei a alargar os territórios de descoberta.

 

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Primeiro com cartas militares e outras cartas mais ou menos rigorosas, mais ou menos interessantes. Com o boom da informação disponível na internet tudo se tornou mais fácil e a nossa curiosidade foi-se aguçando e refinando, passando a andar por terras nunca antes vistas, visíveis quase ao pormenor com a disponibilização de fotografia aérea de todo o planeta. Se inicialmente andámos perdidos noutros continentes e noutras paragens, depressa passámos à descoberta do desconhecido mais próximo. Nesse desconhecido estava o tal território Barrosão e em especial aquele que mais curiosidade nos despertava.

 

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Como disse no início, pensava eu que entre os meus dois trajetos conhecidos para Montalegre pouco ou nada existiria, mas graças à fotografia aérea fui-me dando conta de como estava enganado e se de facto os montes, serras e planalto estavam lá, também havia alguns aglomerados de casas, aldeias,  caminhos e estradas que as interligavam.

 

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Mas mesmo com todo o pormenor da fotografia aérea, a realidade apresenta-se bem diferente. Certo que as imagens digitais nos podem indicar alguns pontos de interesse e a localização dos aglomerados, mas para os conhecer verdadeiramente há que ir lá, sentir as sensações in loco, fazer parte das três dimensões, sentir a sombra das fachadas das casas, o vento a bater-nos nas faces, o frio ou calor a invadi-nos os corpos, desfrutar das melodias dos sons da natureza ou dos chocalhos dos animais domésticos, falar com os residentes, descobrir as suas tradições, apreciar a arquitetura tradicional, eu sei lá, um montão de coisas onde tudo é possível, sobretudo sermos constantemente surpreendidos.

 

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Felizmente temos sido surpreendidos muitas vezes com agradáveis descobertas e nesse tal território que eu pensava ser apenas de montes, serras e planaltos, aconteceram algumas das descobertas mais surpreendentes e a nossa aldeia de hoje, Arcos, foi uma delas. Passemos então a arcos, iniciando pela sua localização e pela forma de chegarmos até lá, como sempre a partir de Chaves.

 

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Iniciemos pelas coordenadas que são 41º 35’ 38.02” N e 7º 40’ 22.86” O,  a uma altitude de 900 m a aldeia, mas mesmo ao lado a Srª do Campo a 970m de altura. Para chegarmos até Arcos a partir de Chaves podemos utilizar a Nacional 103 ou a Municipal via Soutelinho da Raia. Se a opção for a Nacional 103, poucos quilómetros a seguir à entrada no concelho de Montalegre e antes do Barracão, quando aparecer a indicação à direita de Vilarinho de Arcos, devemos tomar essa estrada e logo a seguir a Vilarinho temos a aldeia de Arcos.

 

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Se a opção for via Soutelinho, logo após a primeira aldeia de Montalegre, Meixide, devemos optar pela estrada da esquerda em direção a Sarraquinhos e nesta aldeia fazer o desvio para o Antigo de Sarraquinhos e a seguir a esta é Arcos. Mas como sempre aqui fica o nosso mapa com a localização.

 

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E a partir de hoje vamos deixar aqui, sempre, alguma coisa sobre o topónimo da aldeia convidada, tudo graças a uma edição do Ecomuseu – Associação de Barroso,  intitulada “Toponímia de Barroso”,  de autoria de José Dias Baptista, com um agradecimento especial a Sofia Dias, sem a qual não teríamos chegado ao conhecimento desta importante obra.

 

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Pois na “Toponímia de Barroso”,  sobre Arcos, encontrámos o seguinte:

“ Do nome comum latino arcu < arco a que se prendem vários significados e que tem dilatado campo semântico. Todavia, o sentido mais corrente alia-se a objectos arqueados, arredondados, normalmente arcos de pontes, de portas de homenagens, de túmulos. Ora, em Barroso temos arcos de tudo isso: temos o arco do túmulo (arco bem mais recente que este topónimo, na Igreja de Covas do Barroso); de homenagem como é passadiço de Vilarinho Seco (neste caso ao santinho predilecto de quem o erigiu) e eram os arcos que os romanos levantavam mas mais vistos nas praças das cidades aos seus deuses de pés de barro como foram os seus imperadores;  de portas, como foi o arco de volta inteira; e arcos de pontes das mais diversas formas. “

 

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E continua:

 “Em Arcos não há arcos nenhuns. Mas há um topónimo, não longe da povoação que terá deixado atónitos os primeiros invasores do sítio. Foram os Miomentos, palavra que nos chega pelo latino Monimentu (monumento) e que só pode ser referido a uma quantidade de túmulos. Os romanos gostavam de ser lembrados depois de mortos e, por isso, levantavam os seus túmulos junto das principais vias para que os viandantes  os recordassem. Acredito piamente nesta hipótese visto que ali passava a Via Romana. Com o determinativo de Arcos houve mais duas povoações, Vilarinho de Arcos (que ainda existe) e Antigo de Arcos que foi Antigo de Espinho (…) e agora é Antigo de Sarraquinhos por ter mudado da freguesia de Cervos para a de Sarraquinhos.”

 

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E a “Toponímia de Barroso”,  conclui:

“- Em 1258 « de villa de Arcos est medietas Domini Regi» INQ 1524. Aparece três vezes nessa forma, como topónimo perfeitamente estabelecido.

Da citação se conclui que metade de Arcos era do rei no princípio da nossa monarquia”

  

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Pois quanto às nossas impressões pessoais sobre esta aldeia, como já atrás o dissemos, foi uma das que nos surpreendeu pela positiva. Primeiro pela sua localização arrumadinha por baixo de uma pequena montanha na croa da qual existe uma capela, como se fosse a cereja em cima do bolo.

 

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Surpreendeu-nos também o conjunto da aldeia e as suas construções típicas transmontanas e barrosas,  com o largo da fonte de mergulho/tanque/forno e restante casario a provocarem-nos com tanta beleza, principalmente a fonte e o forno típico do Alto-Barroso com a sua cobertura em grandes lajes de granito e os seus arcos estruturantes interiores com prolongamento saliente nos alçados laterais.

 

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Por último as vistas que desde a aldeia se alcançam e que quase alcançam todo o Barroso, pelo menos vão além da Barragem dos Pisões, chegam até ao Larouco e atingem os concelhos de Chaves e de Boticas. Olhares que se alcançam desde a aldeia, sim, mas é necessário subir até à Capela da Srª do Campo.

 

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E por hoje é tudo. Em palavras e informações sobre a aldeia fomos um pouco parcos mas em compensação fomos generosos na quantidade de imagens, mas o mais impressionante desta aldeia  é a de que poderíamos ainda duplicar as imagens e continuariam a ser interessantes. Há aldeias assim, aldeias maravilha aqui tão perto e poucos dão por elas.

 

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Ficam as habituais  referências para as nossas consultas e os links para os posts anteriores com aldeias ou temas do Barroso.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

C

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

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Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453