Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Festival Identidades - Jardim Público - Chaves - IV

09.08.17 | Fer.Ribeiro

1600-identidades 17 (1246)

 

Vamos então ao último dia do Festival Identidades, domingo à noite, com um grupo apenas – NMB. Soube a pouco, mas mais não se podia pedir.

 

1600-identidades 17 (1315)

 

O The End é para este ano, pois esperamos pelo Identidades 2018, e já agora o seu a seu dono e os créditos deste festival vão direitinhos para o Marcelo Almeida, dos Enraizarte.

 

1600-identidades 17 (315)

 

E tal como nas noites anteriores do festival, o último olhar foi para a cidade de Chaves, mais propriamente para um largo bem interessante que a Madalena esconde.

 

 

Ocasionais

09.08.17 | Fer.Ribeiro

ocasionais

 

“O «tyranetezinho do Mont’Agudo»”

 

 

Já nos idos anos 50, tive a sorte de ler as “Selecções do Reader's Digest”.

 

Um dos temas sempre presente intitulava-se “Meu tipo inesquecível”: concisa história de pessoas, famosas ou simples, que, por qualquer feito, nos serviam de bom exemplo.

 

Também há quem fique na História, ou de quem se contem historietas, pelos piores motivos, como mau exemplo.

 

Mais do que desperdiçar cera com tão ruim defunto, quando refiro um qualquer moinante da minorca política portuguesa, pretendo despertar a atenção de «ingénuos úteis», de bem-intencionados, de indefesos e «simples» para a hipocrisia, para as armadilhas e rasteiras, para a incompetência e a mediocridade de um impostor a fingir-se paladino das GENTES da NOSSA TERRA!

 

Conhecido popularmente por «pavão de Castelões», o padrinho que assim o baptizou leva-me a crer, por tão certeira definição de personalidade que os flavienses, por castigo, têm vindo a aturar, leva-me a crer ter sido primo direito de Freud e primo esquerdo de Jung!:  deram-lhe, ao «Tótó de Castelões», um sobrenome que «diz perfeitamente a letra com a careta»!

 

Os pios propósitos pipilados do «pavão de Castelões» não têm passado por mais do que esganiçados cantos de sereia da sua avidez narcisista.

 

O comportamento do clã partidário dos «lalões» e «pavões», administrador do Município Flaviense,  tem sido escandalosamente descarado e faccioso na manifestação do seu ressentimento para com os flavienses que não apoiam a sua incompetência, a sua cretinice, a sua mediocridade. E mesmo até para aqueles que o olham com indiferença!

 

Aos autarcas eleitos cabe, acima de tudo, construir laços sociais, tornar o conjunto de munícipes um grupo coerente e coeso na busca de um projecro comum.

 

Para os negócios da política, esse «pavão» e os seus correlegionários são moeda falsa!

 

A sua criatividade intelectual atinge apenas o patamar de umas ridículas pantominas folclóricas, pretensamente engraçadas e de pobrete entretenimento do povoléu!

 

Decora os guiões que lhe preparam, e finge pensar as ideias que afirma.

 

Ao ouvir falar, ou discursar, esse «Tonho», a sua erudição é tal que, comparados com ele, os apóstolos teriam de receber outro Espírito Santo para se pronunciarem sobre esses assuntos!

 

Do bico do «pavão»   -   e vendo-a pelo preço que a comprei   -    saiu um grasnido soberbo, arrogante:

 

 “A populaça flaviense é uma boa vaca leiteira que se deixa mugir facilmente   -   nas eleições enche , VAI ENCHER, as urnas com votos a nosso favor mais bem cheias que os cântaros de leite mugidos de vacas turinas!” (o negrito é meu).

 

As honras nem sempre alteram os costumes.

 

Dizem, quem o conheceu em garoto, que a sua pusilaminidade, o seu mal de inveja, a sua mesquinhez se revelavam assiduamente nas maledicências, intrigas e deslealdades com que atacava e, ou, se vingava dos colegas.

 

Para obter o cartãozinho partidário, jurou aos sobas e sobetas, do único partido que o deixou entrar,  uma cega «obediência às orientações partidárias». Assim, por fas e por nefas, lá começou a trepar «o pau ensebado da ambição»: aprendeu a tempo que, na política rasteira, «os princípios (uf! Se uso ética ou valores!...) são um estorvo e a hipocrisia uma virtude».

 

É tempo deOS de CHAVESdeixarem de estar contra si próprios!

E podem e devem, começar por não dar poleiro a esse «pavão» e gaiolas douradas aos seus «pavõezinhos», «lalões» e «lalõezinhos»!

 

“La branche, n’ayant plus de suc ni d’aliment à sa racine, devient sèche et morte”.

 

É tempo deOS de CHAVESlevantarem a cabeça e de recuperarem o que lhes tem sido sonegado e o que merecem   -  Hospital, Universidade, Delegação do Turismo, Serviços Públicos, etc-, etc., e gente competente e empenhada na sua administração autárquica e na sua representação nacional!

 

OS de CHAVEScontinuam a preferir servir um patrão em vez de obedecerem à razão!

 

Até parece «não terem projecto nem missão, antes pelo contrário, entram na vida para ver se as dos outros enchem um pouco a sua».

 

Não admira que lhes aconteçam tantas desgraças!

 

OS de CHAVEStêm elevado ao poder autárquico gente velhaca: padre falso, «pavão», «pavõezinhos», «lalões», «lalõezinhos» comportaram-se, e comportam-se, como se tivessem triunfado sobre todos OS de CHAVESe promoveram-se e sobem de amanuenses a tiranos!

 

Claro que um «pavão» não tem a grandeza de um rei dos Persas, muito menos a de Ciro!

 

Porém, a arte de engrampar permite-lhe arquitectar engodos para assolapar os flavienses lorpas  -  cria programas de passatempos e oferece-lhes agendas lúdicas!

 

É espantoso como OS de CHAVESse deixam levar pelas cócegas feitas com «penas de pavão»!!!

 

Desgosta-me ver, aí por CHAVES, flavienses que se afirmavam rebeldes, uns; descontentes, outros, perante a degradação institucional, social, cultural, patrimonial e democrática, e que, tal como “quando Júpiter puxava a corda todos os deuses iam atrás”, esses flavienses, então «Defensores de CHAVES”, tenham deitado a mão à corda  que o «tyranetezinho de Castelões» lhes estendeu, e passassem a dar-lhe o seu apoio!

 

E, assim o «Tótó» lá vai conseguindo aumentar a sua protecção com tantos e tantos que, se valessem realmente alguma coisa, antes deveria recear.

 

Esses flavienses perderam o gosto: passaram a viver preocupados com o que o seu «chefezinho» pensa e deseja!

 

Ganharam a posição de «favorito»!

 

Cedo ou tarde, darão conta que gente do calibre desse «Tonho de Castelões» não merece confiança.

 

Sinto pena desses flavienses engodados.

 

A amizade é uma palavra sagrada, é uma coisa santa e só pode existir entre pessoas de bem, só se mantém quando há estima mútua: conserva-se não tanto pelos benefícios quanto por uma vida de bondade”, escreveu, em 1549, Étienne de La Boétie.

 

A seita do «Tonho de Castelões» ajunta-se não para cultivar uma verdadeira amizade, reúne-se para conspirar.

 

A seita do «pavão de Castelões» não é formada por amigos, mas por cúmplices!

 

 “É muito próprio do vulgo, mormente o que pulula nas cidades, desconfiar de quem o estima e ser ingénuo para com aqueles que o engrampam!

 

CHAVES não pode contar com gentinha desse calibre!

 

Deixo-lhe,

ao «tyranetezinho Tonho de Castelões »,

o meu recado:

 

- “Todo o homem que combate por um ideal qualquer,

ainda que pareça do Passado,

impele o mundo para o Futuro, e

sei ainda que os únicos reaccionários

são aqueles

que se encontram bem no Presente”.

  1. D. Miguel de UNAMUNO

 

 

M., vinte e cinco de Julho de 2017

Luís Henrique Fernandes, defensor de CHAVES