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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Outono Fotográfico em Chaves - Adega do Faustino

04.10.17 | Fer.Ribeiro

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Embora o Outono já tivesse iniciado a 22 de setembro, para a fotografia só se inicia em outubro, com o Outono Fotográfico, o Festival Galego de Fotografia, o decano da Península Ibérica, que atinge este ano de 2017 a sua 35ª edição e acontece nos meses de outubro, novembro e dezembro, em várias cidades galegas e portuguesas do Norte de Portugal. Em Chaves também acontece, com três exposições, a primeira neste mês, de autoria de Humberto Ferreira, na Adega do Faustino.

 

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O tema deste ano do Outono Fotográfico é Descrenza/Descrença/Disbelief,  em que Humberto Ferreira participa com a sua exposição “Acredite… são umas cabras!” e são mesmo.

 

Fica a sinopse da exposição:

 

“Quando decidimos vaguear pelos montes e vales das aldeias que nos rodeiam, assalta-nos um sentimento de descrença da sua recuperação, de vermos respeitadas as suas características mais intrínsecas, de voltar a vê-las com vida, de experimentarmos o seu pulsar e de nos sentirmos envoltos na magia da sua existência. De fora ou de dentro, quer sejamos simples visitantes ou partilhemos do seu espírito, notamos a completa ausência de estratégias que promovam a sua sustentabilidade a longo prazo. Um dos indicadores que ainda nos dá algumas esperanças no seu renascimento é a existência de animais – a criação de gado – e o cultivo dos campos a ela associada. Neste caso de gado caprino. E ainda que a descrença nos invada, acredite… são umas cabras!”

 

 

 

 

Nós, os homens

04.10.17 | Fer.Ribeiro

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II

 

As mulheres são como um vírus, depois de nos infectarem, integram o nosso ADN celular e subvertem a maquinaria sintética a seu favor. Tudo o que vem depois, é determinado por elas. Aqueles conceitos de liberdade, respeito pelo outro, espaço e tempo próprios de cada um, enquanto pessoa, passam para segundo plano, sendo completamente manipulados e tendo como argumento base e irrefutável a do bem-estar do casal, enquanto relação a dois. Deixa de haver espaço para amigos, mesmo de infância, família, filhos, se os houver, e ex-mulher então é melhor nem citar, por mais que a gente lhes tente explicar que, apesar de tudo, continua a ser a mãe dos nossos filhos. Isso só seria aplicável se elas tivessem algum tipo de sentimentos em relação às crias que não são delas! Qual o quê?! Adversários, é a única palavra que entra naquelas cabecinhas.

 

Convencido de que não era o único a ter de lidar com este problema, convidei um grande amigo meu para jantar e para lhe falar da ideia peregrina de fundar o Movimento Europeu de Emancipação do Homem.

 

Não pretendia, de facto e apesar destes problemas ou incompatibilidades, se assim lhes podemos chamar, afastar-me das mulheres, mas achava que estava na altura de nos associarmos e fazermos qualquer coisa, por nós homens, no sentido de definir limites, que uma coisa era nós gostarmos delas, outra, completamente diferente, era nós dependermos delas, ainda que fosse só do ponto de vista emocional ou sentimental.

 

E não é que o meu amigo se partiu a rir com a minha proposta!

 

- Oh pá, isso parece um cordeirinho a chamar pela mãe! Então tu já te apercebeste da sigla, MEEH!

 

E eu, sinceramente, caiu-me tudo ao chão!

 

Vi que não tinha ali um aliado, que a minha guerra tinha de ser travada no meu campo de batalha pois que o meu amigo em vez de me levar a sério e perceber o meu desespero estava era numa de se divertir à minha custa! Claro que não lhe levei a mal porque nós, os homens, sabemos perfeitamente que quando um amigo faz destas coisas o que nos quer dizer é para não sermos parvos e não perdermos o controlo da nossa vida só porque estamos emocionalmente instáveis.

 

Passamos o resto do jantar numa conversa intimista em que abordamos todos os temas menos aquele para o qual eu o tinha convocado. Durante algumas horas a minha vida pareceu-me saudável!

 

Nessa noite dormi como um cordeirinho, sem chamar pela mãe.

 

Cristina Pizarro