Saudades das Freiras!?

Estava para começar este post com: Todos temos saudades do antigo jardim das Freiras… mas, pensei um bocadinho e, a ser realista, não é verdade que todos tenham saudades do Jardim das Freiras. Na verdade, a nova geração que não conheceu os antigos tempos das Freiras, não tem saudades delas porque não as conheceram. A minha geração (nascidos nos anos 60) é a última a ter saudades do Jardim das Freiras e dos gloriosos anos das Freiras nos finais dos anos 70 e inícios dos anos 80. Mas sejamos realistas mais uma vez, as Freiras morreram antes de morrerem, foram vítimas da modernidade, do crescimento da cidade e de uma nova geração que queria ir além do café Sport, Aurora, Comercial, Ibéria e Cineteatro, todos, a um passo de distância tendo as Freiras como ponto de encontro. Para agravar a situação, o Cineteatro fechou, o Ibéria também, o Comercial seguiu o mesmo caminho, o Aurora deixou de ser o que era, os Bombeiros e GNR fecharam portas e o único que se foi mantendo, foi o Sport, pouco, muito pouco para concorrer com as novas ofertas de bares mais modernos a abrirem um pouco por toda a cidade nova, com principal incidência, primeiro no Cino-Chaves e rotunda do Brasil e depois na zona das termas. Quem sempre viveu em Chaves sabe que isto é verdade e o Jardim das Freiras passou de moda, entrou numa fase em que metia dó, sem contudo perder o seu encanto, pois estava lá como sempre foi, nem que fosse e só, para ser recordado pelos seus momentos áureos e pelos nossos grandes momentos lá passados, que só por si e por isso, merecia que o Jardim das Freiras se mantivesse como sempre foi, um jardim e não uma praça sem graça. Mas uma coisa é certa, mesmo que venham a sofrer novas alterações, as Freiras nunca voltarão a ser aquilo que eram… e com a sua morte, perdemos o centro da cidade que hoje não sabemos bem onde é!



