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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

10
Dez19

Chaves D´Aurora

romance


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  1. SENHOR CAZARRÉ.

 

De Além-mar também chegou a Chaves, na Primavera, um velho conhecido e freguês de Reis, lá no Pará. Era o senhor Joaquim Cazarré, natural de Leiria, próspero sócio de uma importadora de vinhos, azeites e outros géneros de Portugal como nozes, amêndoas, avelãs e que tais, com uma grande casa comercial na Cidade Velha de Belém. Por seus estudos farmacêuticos, entretanto, ao que mais apreciava dedicar era à sua farmácia, no Centro, onde sobressaía a venda de chás e mezinhas medicinais, favorecida pelo rico herbanário da região.

 

Albergado no Hotel de Chaves, uma interessante construção de pedras aparentes à Rua das Couraças, em frente a uma das muralhas que restam da vila medieval, foi convidado a cear ou almoçar algumas vezes na Quinta e, ao final, recolhia-se com Reis a palestrar na sala íntima do patriarca. Entre um havano e outro, um cálice do Porto e outros mais, o leirião fez uma proposta a que o flaviense não esperava – Que achas tu, ó Reis, de me casares a uma de tuas meninas? – o que levou o anfitrião a fazer uma longa pausa, esticando o tempo de refletir no que responder e, enfim – Primeiro, terei que perguntar às meninas se alguma delas te quer aceitar. A me pores de lado a menina Arminda, que mal acabou de largar as bonecas e a minha outra menina… a Aurora… enfim, tu bem sabes o que aconteceu…

 

O de Leiria o surpreendeu mais ainda – Mas ora, pois, ó Reis, se é da menina mesma que estou a falar! Não vejo nada de mal em me casares com a rapariga, se ela, com todo respeito, já não está mais a se pôr, já está posta e se é justamente dela que estou a me interessar! – e Papá, ao escutar essas palavras, puxou bastante ar aos pulmões, sorriu de alegria, a olhar para um passe-partout de pelúcia, bordado a estanho, com o retrato de Aurora. Sentiu, então, um grande alívio, acompanhado da esperança de voltar a viver com os miolos em paz. Sua filha desmiolada iria ter, afinal, um marido e um lar, traria de volta sua honra e a de toda a família. Fatinha, por certo, estava a ganhar um verdadeiro pai.

 

Já o visitante, todavia, apontava para outra foto, com o sorriso de Arminda – Ora pois, aí tens. Cá está. Estás a ver que ela já não é tão pirralha assim, não é mesmo? – forçando Reis, meio a contragosto, comunicar à sua Mindinha e aos mais, na ceia do dia seguinte, as intenções do pretendente.

 

 

  1. REAÇÕES.

 

Aldenora e Aurélia tentaram derrubar, pelos mais alegados motivos, a eventual concretização desse enlace de Arminda com o leirião. A começar, por...

 

 

(continua na próxima terça-feira)

 

 

fim-de-post

 

 

 

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