Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Um pouco de História se faz favor!

24.08.07 | Fer.Ribeiro

Top Model

 

.

Quase vos podia garantir que a maioria dos flavienses pouco ou nada conhece da cidade e da sua história. Vão conhecendo os nomes de algumas ruas, onde ficam as coisas, que a ponte romana foi construída pelos romanos, que temos dois fortes, um “castelo” e muralhas, que nas caldas sai água quente e que o Tâmega nasce em Espanha e corre para o mar. Mas se perguntarmos a um flaviense onde podemos encontrar um troço da muralha medieval ou qual a diferença entre a muralha medieval e a seiscentista, e qual é uma ou outra, ou pergunte-se então que mandou construir o “castelo” de Chaves e se a Ponte Romana foi construída sob império de Tito Flávio Vespasiano ou  Trajano (às tantas, não se admirem se disserem que um foi o engenheiro que a construiu e o outro o Rei que a mandou construir). Não quero com isto passar um atestado de ignorância aos flavienses, antes pelo contrário, pois nós flavienses não temos culpa de não aprender aquilo que ninguém nos ensina nem de não termos à disposição onde aprender.
 
Claro que na cidade há meia dúzia de pessoas que se interessam pela história da cidade e que ao longo dos anos e dos tempos têm deixado alguma literatura sobre a sua história, mas faz-me lembrar a história dos poetas, que escrevem umas coisas interessantes, mas que apenas poetas e apaixonados da poesia os lêem. Ou seja, fazem história e poesia para eles próprios e para estarem muito bem “encadernadinhos” a apanhar pó nas bibliotecas , porque nem a história nem a poesia são populares.
 
Sigamos então os ensinamentos e, se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé. No nosso caso também poderia ser assim, ou seja, já que os flavienses não vão atrás da nossa história guardada nas bibliotecas, leve-se a história da cidade até eles e,  até todos quantos nos visitam. Mas faça-se história de forma simples, acessível e duradoura.
 
Quem passa pela Rua do Postigo das Manas, (para quem não sabe é a rua que liga o Arrabalde à Rua do Correio Velho) passa por um troço importante da muralha medieval, mas para a maioria dos passantes, a muralha não é mais que um simples muro em pedra. Outro exemplo é a inscrição que está feita na base dos padrões da ponte onde aparece « O.P. – 1880» e que confunde todos e qualquer que leia a data, pois só aparece uma data, sem qualquer explicação e, que até leva a pensar que a ponte foi construída nesse ano. Além dessa data assinalar o infeliz ano em que obras de remodelação deram para descaracterizar a ponte do seu original, principalmente e no que respeita à substituição das guardas de pedra pelo actual gradeamento em ferro, a data nunca deveria constar na ponte e já há muito que devia ter sido retirada, pois nada comemora.
 
Mas estou a afastar-me do principal e o que eu queria mesmo dizer hoje, é que não custava nada junto a cada um dos nosso monumentos, haver uma placa com a história desse mesmo monumento, resumida e breve, mas que pelo menos tivesse o nome, a data de construção e qual o imperador ou rei que a mandou construir, tal como está no pedestal da estátua do Duque, em frente à Câmara Municipal, sem desprezar, claro, um urgente roteiro/guia turístico com um resumo alargado dos nossos monumentos e principais pontos de interesse da cidade, feito com pés e cabeça a distribuir gratuitamente por quem quer conhecer a cidade. Todos ficaríamos a ganhar.
 
Entretanto, fica mais uma imagem da nossa Top Model, precisamente onde está a tal data de 1880.
 
Para que conste, e embora a documentação existente não seja muito precisa quanto ao ano da sua construção, sabemos que foi construída no primeiro Século depois de Cristo, aí por volta dos anos 70 D.C. ou seja, há cerca de 2000 anos.
 
Até amanhã de regresso às aldeias de Chaves.

4 comentários

Comentar post