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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, Dualidades

27.08.07 | Fer.Ribeiro

 

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O mal da nossa sociedade e, que vem a reflectir-se em tudo, é a dualismo das coisas. Começa pela política com as direitas e esquerdas, pela história sempre com duas versões (dependentes da visão e dualidade política), dos ricos e pobres (dependente da política que se pratica)… e poderia estar aqui todo o dia com dualidades, mas todas com um denominador comum: - a política. Quer queiramos ou não (e pondo de parte esquerdas e direitas) estamos dependentes do dualismo da política. Somos intervenientes se participamos e comungamos dela, arcamos com ela se não intervimos e não comungamos com…
 
Nas cidades o dualismo da política também se reflecte, principalmente nas opções que os políticos tomam em relação a elas e aqui, entra-se nas maleitas da democracia. Claro que as decisões políticas são ponderadas tendo em conta diversos parâmetros e prioridades. Mas aquilo que para uns é prioritário, para outros pode não o ser, principalmente quando as prioridades nos dizem directamente respeito, mas há prioridades e prioridades e há aquelas que são prioridades para toda a gente e, é aqui, que a dualidade da política entra e as maleitas da democracia melhor navegam, porque já todos sabemos que há um parâmetro de peso em todas as decisões que se tomam: A dos interesses do número de votos que determinada acção irá render (independentemente das esquerdas ou direitas ou da cor de cada, a política é assim).
 
Claro que quando entramos neste campo da dualidade política entramos em confusões e em coisas que infelizmente ao cidadão comum não dizem respeito e, digo infelizmente, porque é essa a realidade, a de a política só dizer respeito aos políticos e a de a nós votantes apenas e só, nos ser reservado o concordar ou não e, termos a ilusão de quem decide de 4 em 4 anos pelo mal menor.
 
A cidade é de todos e era assim que deveria ser entendida, entretanto e enquanto isso não acontece,  resta-nos o amor e paixão que vamos tendo pelo nosso cantinho e a dualidade de a termos a cores e a preto e branco. Não serve de consolo, mas já vai sendo alguma coisa…
 
Até amanhã na cidade colorida ou não!