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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Rua Alferes João Batista

29.08.07 | Fer.Ribeiro

 

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Nem sempre os generais ditam os destinos das tropas. No caso desta rua, todos os destinos caem no Alferes João Batista.
 
Aqui fica o lado simpático, bonito, antigo, acolhedor e colorido da rua, com um retoque de céu que eu gostaria de ver e infelizmente a realidade não deixa ver. A partir de aqui, toda a simpatia, o bonito, o antigo, o acolhedor e até o colorido termina. Da antiga rua térrea do nosso Alferes, apenas resta isto.
 
Mas, já que tanto tempo de antena se dá aos generais, quer militares ou não, desçamos na escala hierárquica até aos alferes, que sem o título, foram mais em ousadia e bravura que os primeiros.
 
Mais uma vez também recorro ao que Firmino Aires deixou escrito sobre o nosso Alferes flaviense:
 
João Baptista nasceu em Chaves, em 20-10-1879. Era filho de Ângelo Baptista e Maria do Carmo.
 
“Casou em 11-5-1902 com Maria das Dores Clara, de quem teve duas filhas: Maria e Heloísa.
 
Alistado como voluntário no Regimento de Cavalaria 6, sendo incorporado em 26-5-1895. Como habilitações literárias apresenta o Curso da Escola Central de Sargentos, com a classificação de oito e meio valores, em 5-4-1915.
 
Sendo sargento-ajudante, foi promovido a alferes em 30-12-1916.
 
Prestou serviço em Angola, de 14-5-1908 até 10-4-1910.
 
Agraciado com a medalha militar de cobre da classe de comportamento exemplar, em 1909. Medalha militar de prata da classe de comportamento exemplar, em substituição da de cobre, em 1911.
 
Louvado pela maneira digna e especial como se prontificou a encorporar-se ao acampamento (?) Casuburi (?) donde o gentio rebelde atacou vigorosamente a coluna em marcha, no que demonstrou coragem e sangue frio.
 
Louvado pela audácia digna e briosa como dirigiu sempre o serviço de exploração durante as manhãs, tendo com isso prestado muito bom serviço à coluna e demonstrando coragem e dedicação.
 
Louvado pela forma corajosa e valente como se portou na tarde do dia 11 do corrente, no ataque e assalto a Banga do soba Quivala (?), ala que faz parte encorporada na linha de atiradores (Ordens da Coluna Móvel de Polícia ao Lilôlo, respectivamente n.Q 24 de 18-6-1908, n.Q 25 do mesmo mês, n.!! 73 de 18-8-1908 e nota da 1,!! Rep. do Ministério da Marinha e Colónias, de 21-7-1911).
 
Medalha Militar de prata da classe de bons serviços (O. E. n.!!9 - 2.!; série de 1912). .
 
Mobilizado para França, em 2-11-1917, com o R. C. 11 - Braga.
 
Morto nos combates de 9 de Abril de 1918 (Estracto da Folha de Matrícula).
 
Foi sepultado no Cemitério de Vieille Chapelle.
 
- Talhão 1,2 - Fila 6 - Coval 21. Reinumado para o Cemitério Militar Português de Richebourg 1, Avone.
- Talhão 5 - Fila D - Coval 9.
 
A título póstumo, Louvado porque no combate de 9 de Abril (1918) do corrente ano, sendo Chefe do S. Sinaleiros do 6. Q G.B.A., saiu amiudadas vezes debaixo de fogo de intensa barragem para se informar e mandar proceder à reparação de avarias nas linhas, evidenciando a maior dedicação pelo serviço, despreso pelo perigo e muita coragem, tendo desaparecido. (O. S. da 2.!; D. n.Q 175 de 28-6-1918).
 
A Comissão Municipal Administrativa na sessão de 27 (Abril) resolveu dar o nome de Alferes João Baptista à rua que da Avenida Tenente Valadim conduz ao Telhado.
A inauguração que se deverá realizar no próximo dia 28 de Maio (1929) assistirá a Agência da Liga dos Combatentes da Grande Guerra.
(ERA NOVA de 5-5-1929). “

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