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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, Palacetes & Mamarrachos!

11.09.07 | Fer.Ribeiro

 

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Muitas vezes, aqui pela blogosfera flaviense, vamos falando dos mamarrachos de Chaves, mas (penso eu) que poucas pessoas se preocupam com o verdadeiro significado da palavra mamarracho. No meu dicionário ( Dicionário da Língua Portuguesa 2006 – Porto Editora), diz a respeito da palavra “mamarracho” no aplicável a este assunto: “qualquer obra imperfeita ou sem valor; edifício demasiado grande ou de proporções desagradáveis.” Penso que o significado deste termo poderia ainda ser mais amplo, mas para o caso até chega.
 
Há quem nos tente impingir os mamarrachos como “coisa” inevitável dos nossos tempos, como modernidade e como um reflexo da arquitectura (a arte, na matéria em questão) moderna e actual. Além de saber que tudo isto é mentira, o problema dos nossos mamarrachos flavienses é o de não terem qualquer valor arquitectónico…
 
Nada tenho contra a arquitectura actual, antes pelo contrário, até gosto da maioria daquilo que se faz e dos novos materiais utilizados e, sou dos que considera e respeita a arquitectura como uma verdadeira arte. Em Chaves também há bons exemplos dessa mesma arquitectura, que tem o seu espaço próprio na cidade nova que aí sim, se quer moderna. Aliás um destes dias irei dedicar alguns post’s a essa mesma arquitectura e aos seus espaços e arquitectos.
 
A minha dor, quando falo de mamarrachos, está mesmo naqueles que foram construídos em pleno centro histórico ou na sua fronteira e redondezas. Esses, além de mamarrachos, são autênticos atentados. Há dias, em tom de brincadeira (séria) disse a um empreiteiro (que também constrói mamarrachos) que, se um dia eu fosse Presidente da Câmara, em vez de me dedicar às construções dedicava-me às implosões, e até convidada as televisões, rádios e jornais, além das entidades civis, militares e religiosas para assistirem aos actos tão nobres. Sonhar, nunca foi proibido!
 
Mas não pensem que esta coisa de mamarrachos é coisa actual. Sempre existiram. Na foto de hoje, por exemplo, aparece a preto e branco aquele que foi um dos primeiros mamarrachos da época moderna em Chaves quando mesmo ao lado até existe um dos edifícios mais nobres da cidade, cheio de tradições e que até dá pelo nome pomposo de “Palacete Botelho”. Mas contra o poder do dinheiro, é caso para dizer que não há pompa nem circunstância, “bota-se mamarracho e «prontos»!”.
 
E por aqui também é um “prontos” e um até amanhã nesta (ainda) nobre cidade de Chaves em que nem os mamarrachos, lhe fazem perder a nobreza (toda!).
 
Até amanhã!

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