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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves Rural - Mosteiro

15.09.07 | Fer.Ribeiro

Mosteiro - Chaves

 

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Dói chegar a uma aldeia e ver a maioria das construções tradicionais de granito praticamente em ruínas. Mas doer mesmo, dói, quando a construção em questão foi uma casa nobre, rica em todos os aspectos e pormenores e que segundo diz o povo da aldeia, até foi esta construção que deu o topónimo de Mosteiro à nossa aldeia de hoje.

Mete realmente dó chegar a esta pequena aldeia e ver uma das construções mais nobres, senão a mais nobre da freguesia, num estado lastimoso de ruínas, e não vale a pena procurar culpados, porque como sempre nestes casos, não os há.

 

A construção é particular e, incompreensivelmente (a meu ver) nem sequer está referenciada na Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais. Quanto aos proprietários, também como quase sempre, suponho não terem possibilidades ou dinheiro de sobra para a recuperar. Conclusão, mais ano menos ano, a continuar assim, da construção apenas restarão pedras caídas no chão e talvez alguém que lembre, que ali existiu uma construção nobre, com capela e sepultura com inscrição, que até diziam que em tempos foi um mosteiro que deu o nome à aldeia.

Ao que consegui apurar a construção foi pertença de um morgadio criado em 1702 por Francisco de Sá Pereira, com fins religiosos, precisamente o Morgadio do Mosteiro. Diz-se também que nos arredores apareceram pedras trabalhadas, colunas e capitéis que evidenciam ter havido aqui edifícios importantes.

Mas Mosteiro não é só esta construção. É uma pequena aldeia que dista de Chaves 27 quilómetros e pertence à freguesia de Sanfins da Castanheira. Terras da Castanheira, terras de Montanha e terras que fazem fronteira com Vinhais e Valpaços.

O acesso à aldeia (a partir de Chaves) é feito pela E.N.103 em direcção a Vinhais/Bragança e chegados à Bolideira, é só seguir pelas estradas municipais e seguir as placas.

Mas Mosteiro tem ainda muitas histórias e também pela certa estórias a contar do tempo da guerra civil espanhola, dos maquis (guerrilheiros Anti-Franquistas), do contrabando. Histórias que em breve serão contadas neste blog numa série especial de posts dedicados à presença dos maquis nas nossas aldeias de fronteira onde Mosteiro e as suas gentes serão novamente mencionadas neste blog.

Quanto ao resto, é o costume das pequenas aldeias de montanha. Pouca gente e envelhecida.

Até amanhã, por aí no nosso concelho rural com mais uma aldeia, e quem sabe, um novo blog.

 

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