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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, Rua Direita - Portugal

03.10.07 | Fer.Ribeiro

 

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Há vezes em que as palavras sobram ou são demais, mas nem tudo que eu vejo, os outros vêem e por isso as palavras são necessárias para o nosso entendimento. Não quero com isto dizer que tenho uma visão mais apurada que os outros, quero antes dizer que cada um de nós tem o seu próprio olhar sobre as coisas. Quando os olhares coincidem, está na moda dizer-se que houve química no olhar. Agora há química para tudo e para todos os gostos.
 
Mas nem há como um exemplo. Tomemos a Rua Direita como esse exemplo, ou seja, aquilo que o meu olhar vê com cor (colorido quente), uma rua íntima, o romantismo das varandas, o flor das sardinheiras, a cumplicidade das pessoas e até os cheiros e melodias dos canários que o meu olhar consegue captar, em suma, há no meu olhar uma química romântica com a rua, e esqueço ou não quero ver, o velho que está, a ausência de pessoas nas varandas, os cabos eléctricos e os reclamos dependurados sem o mínimo de gosto, alguns de lojas e marcas que até já nem existem há anos. Enfim, o meu olhar está afinado para outros lados e a paixão, faz-nos acreditar cegamente que um dia tudo melhorará.
 
Há no entanto pessoas com outras tendências e outras sensibilidades para quem a Rua Direita não passa de uma rua velha a cair de podre, sem qualquer beleza, com gente esquisita, com pouca luz, quase cinzenta, ou seja, não têm ou existe entre elas e a rua qualquer química.
 
Também deve haver uma química qualquer para nos fazer parar, a mesma que me faz terminar com um…
 
Até amanhã, novamente em Chaves cidade.