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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves Rural - Selhariz

07.10.07 | Fer.Ribeiro

 

 

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Selhariz já é repetente neste blog e continuará a passar por aqui enquanto nos proporcionar imagens como a de hoje. Selhariz surpreende-me sempre que passo por lá, quer pela sua vida, quer pela sua beleza e conjunto. E quanto à foto de hoje, não acrescento mais comentários, mas quanto a Selhariz, deixo aqui mais um bocadinho.
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Selhariz, ocupa uma área de 9 km2, tem uma população de 310 habitantes e 330 eleitores. Pertencem à freguesia, além de Selhariz, as povoações de Fornos, Valverde e Vila Real ou Vila Rei. A escola, uma das mais bonitas do concelho, ficou sem alunos, mas nem por isso a aldeia deixou de ter vida. Já não se pode dizer o mesmo dos campos e das quintas que infelizmente sofrem do mal da falta de mão-de-obra que as trate e é pena, pois o vinho e o milho eram reis na região, principalmente o primeiro, mas mesmo assim ainda se vai produzindo algum vinho e de qualidade, aliás toda esta pequena região à volta de Vidago produz bom vinho.
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Segundo os entendidos na matéria, a aldeia de Selhariz retira o nome de Sallaricirs, que teria sido um homem rico que casou com D. Oura. Toda a freguesia é envolvida por castros e, supõe-se que o seu povoamento tem raízes pré históricas. As origens do actual agregado populacional é provavelmente do século IX e também atribuído às famílias do Bispo Oduário. Algumas das suas casas mostram a aristocracia de antigos habitantes com o seu brasão de armas. Uma delas da família Sousa Machado, proveniente de Vila Pouca de Aguiar. Anexa ao que resta da histórica torre medieval ergue-se uma residência de boa traça onde nasceu uma trineta do 1° Visconde de Santa Marta de Penaguião que foi transformada em interessante unidade de Turismo de Habitação Rural. Ao lado, está situada a Igreja paroquial cuja padroeira é a Senhora da Expectação.
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E já que hoje é Domingo e, se não tiver nada que fazer, aproveite-o para um pequeno passeio e descobrir o nosso concelho rural. Facilito-lhe o itinerário para passeio de 2 a 3 hora a partir de Chaves:
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- Partida de Chaves via EN 2 em direcção a Vidago ou EN 314. Recomendo a EN 314. Então partimos de Chaves em direcção a Vilar de Nantes, Izei e Peto de Lagarelhos. Aqui abandona-se a EN 314 e passamos à EN 311-3 em direcção a Loivos e Vidago. Pelo caminho, quando se encontrar a placa de desvio de Escariz, vale a pena parar e dar uma vista de olhos (cá do alto) sobre Escariz. Logo a seguir temos o Seixo e depois Loivos. Em Loivos, é obrigatória uma paragem e uma volta pela aldeia, pois é sem dúvida uma das aldeias mais interessantes quanto ao conjunto de casario que tem para oferecer. Continuando o passeio, há que ir com atenção às placas, dê uma vista de olhos à “Olga” e ao seu vale e logo a seguir há que virar e deixar a EN 311-3, imediatamente antes de Vila Verde de Oura. Logo a seguir temos o nosso destino – Selhariz. Aí sim, estacione o carro e desfrute a pé, das ruas e casario da aldeia e, até pode tomar um cafezinho ou umas águas ou uma “mine” e estado aí, deite uma vista de olhos ao casario do pátio, com certeza que ficará surpreendido. Concluída a visita a Selhariz, não volte para trás, aproveite o caminho florestal, devidamente asfaltado embora continue a ser caminho e dirija-se em direcção a Fornos, uma vista de olhos a Valverde e outra mais atenta a Pereira de Selão, principalmente ao que resta do abandono de antigas minas e ao lago que por lá ficou (não sei em que estado e penso que ninguém saberá, ou é que alguém sabe se “aquilo” é para aproveitar ou não, se as águas são puras ou estagnadas e aqui “vem-me à lembrança” - « água corrente não mata gente, água parada está envenenada» - ensinamentos do povo e o povo tem sempre razão. Depois de apreciada Pereira de Selão, “bota” até Moure onde também vale a pena para nem que seja e só para apreciar o Solar existente, embora em ruínas e a meter dó. Logo a seguir termos a EN 2, ou seja, estamos entre Vidago e Chaves. A partir de aqui a opção é sua, ou regressa a Chaves ou então ainda vai dar uma vista de olhos a Vidago.
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E por hoje é tudo, amanhã cá estarei de novo de regresso à milenária de Aquae Flaviae, que hoje dá pelo nome de cidade de Chaves.

 

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