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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, Jardins do Castelo - Portugal

16.10.07 | Fer.Ribeiro

 

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Quem nos dera que toda a cidade fosse assim, limpa, cuidada, colorida, atractiva, fotogénica e convidativa. Pela certa que as centenas de pessoas (milhares em meses de verão) que passam por aqui, não dão o seu tempo como perdido e levam para sempre uma boa recordação de Chaves.
 
Todo o centro histórico podia ser assim, mas infelizmente não é, aliás metade do nosso casario, interessante (sem dúvida) e centenário, está degradado ou em ruínas. Se em algumas ruas se vai reconstruindo, outras há que quase toda a rua está degradada e desabitada, como é o caso da Rua do Correio Velho e outros casos há que são autênticos perigos escondidos, como a antiga Casa Sarmento na rua do Tabolado.
 
Mas hoje quero mesmo é falar-vos dos jardins, que nisso, vamos estando bem servidos. Está certo que perdemos definitivamente o emblemático Jardim da Freiras e temos pena, estamos para ver o que vai sair do Jardim Público, mas de resto, estamos bem e até se recomendam, principalmente estes que envolvem os nossos monumentos, como o castelo, o Forte de S.Francisco, a Ponte Romana (só falta dar continuidade ao arranjo das margens entre pontes e porque não até aos Agapitos) e o Forte de S.Neutel, embora ainda fechado ao público, também promete.
 
Falta-nos talvez um parque, que bem poderia ter sido na Quinta dos Machados ou a acompanhar as margens do Ribelas (existiu até um estudo de Pedro Verdelho interessantíssimo, que nunca passou do papel nem chegou a ser oficial). Em ambos os casos, já é mais que tarde para parques, agora só em sonho, e depois, já está mais que provado que em Chaves o que se dá bem e cresce mesmo (depressa), são os mamarrachos e o betão e sempre vão dando dinheiro a quem os cultiva, e depois para que queremos árvores, só dão trabalho, sujam tudo, vem uma ventania e partem os galhos, é preciso podá-las, tem sempre a folhas a cair, enchem-se de bicharada e até tapam o sol, e depois para que servem!? Para as pessoas andarem em fato de treino a passear debaixo delas!? Nem sequer estão bem vestidas… enfim, e ironias à parte, um parque até dava jeito e ainda é bem possível nas margens do Tâmega, ou entre o “LERQUE-LERQUE”/Carreira da Vila e o Rio. Um sonho possível, se ainda me é permitido sonhar.
 
Ficamos entretanto com o Jardim do Castelo, e não ficamos mal acompanhados.
 
Até amanhã, em Chaves, como sempre!  

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