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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Maravilhas de Chaves - Forte de S.Francisco

17.10.07 | Fer.Ribeiro

 

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A nossa casa, por muito humilde e pobrezinha que seja, é a nossa casa e, é sempre nela que encontramos o conforto e o amor para os maus dias e, é também nela que se festejam também os bons momentos. Depois há o amor e a paixão. No amor, ama-se e somos compreensivos, desculpamos defeitos, elogiamos virtudes, damos e recebemos conforto. Na paixão exorbitamos todos os sentimentos ao ponto doentio de só vermos o que queremos ver e, quando se sente traída, cai-se logo em estado de revolta ou pior que isso, em estado oprimido e deprimido.
 
Todo este blá-blá (que não o é), que se sente e nunca se confessa, para vos dizer que a cidade de Chaves é a minha humilde casa, o meu amor e a minha paixão. Claro que com esta mistura de sentimentos, também eu vou dando uma no cravo e outra na ferradura, ou seja, tanto sou compreensivo e a amo, como me apaixono por ela e fico cego ao ver só aquilo que quero ver, ou revoltado, com tanto mal que lhe fazem.
 
Tudo isto vem a respeito da foto de hoje (de apaixonado) e de um comentário deixado no post de ontem, pelo nosso amigo Tupamaro e, como sempre cheio de razão, com toda a razão de quem como ele vive a cidade e o ser das nossas aldeias, a nossa realidade. Como eu o compreendo!
 
Somos aldrabões sim senhor e além disso, temos vergonha. Vergonha de ver ao pé de monumentos e belezas destas (como a foto de hoje) os mamarrachos de betão, caixotes de gente, que lhes tapam as vistas ou de, ao lado de uma simpática casa centenária, de um pormenor de uma janela, se ocultar toda uma rua em ruínas. Mais que aldrabões temos vergonha, não só daquilo que ocultamos mas também de quem nada faz por esta cidade. É por vergonha que me nego a mete-la nas fotografias que por aqui publico e,
prefiro mentir-vos a trazer aqui as nossas desgraças. (leia-se como a fase de revolta de uma paixão).
 
A poesia tem sempre a vantagem de ser vivida por quem a sente e adaptar a si aquilo que nela quer sentir. Assim e para rematar o post de hoje, deixo-vos com uma quadra de António Aleixo:
 
                    Digo sempre que estou bem
                    - Quanto mais sofro mais canto –
                    P’ra quê chorar?...se ninguém
                    Me quer enxugar o Pranto!
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Até amanhã, de novo em Chaves.

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