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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Pormenor da Rua do Correio Velho - Chaves - Portugal

18.10.07 | Fer.Ribeiro

 

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Ainda à dois dias atrás falava das maleitas da Rua do Correio Velho, mas também lá,  há excepções. É certo que a grande maioria do casario está fechado e degradado, é uma rua sem vida, sem cor e sem alegria, mas também há que tivesse reconstruído com a preocupação de recuperar e preservar a identidade do prédio centenário. É o caso do prédio do qual hoje reproduzo em imagem um pormenor, que há mais de 20 anos foi recuperado, mantendo quase na íntegra a construção original, quer exteriormente, quer interiormente. É, posso-o dizer, uma reconstrução exemplar, cujo proprietário teve a sensibilidade, também graças à sua formação (arquitecto), de recuperar preservando. Um exemplo de recuperação que é reconhecido nacional e internacionalmente pelas revistas da especialidade.
 
Claro que a nível de reconstruções no centro histórico, não é caso único. Graças a Deus que há alguns, poucos, mas bons exemplos de recuperação e preservação do nosso casario tradicional, e quem o faz, deveria ser premiado e reconhecido por isso, porque afinal, quem ganha com estas recuperações, é a cidade.
 
Já que se gasta tanto dinheiro em promover a cultura e a arte, porque não gastar também algum dinheiro em premiar as reconstruções exemplares do Centro Histórico de Chaves, instituindo por exemplo um prémio anual para a melhor reconstrução no Centro Histórico. Mas atenção, não estou a falar de um prémio simbólico, de toma lá um diploma e uma medalha e põe-te a andar, mas de um prémio a sério, que reconheça o Arquitecto autor do projecto, o construtor e o dono da obra, para este último um prémio monetário e relativamente significativo em função do valor da obra. Era uma boa maneira salutar de incentivar a reconstrução do nosso casario, e não seria dinheiro mal gasto, antes pelo contrário, seria um investimento num futuro risonho do nosso Centro Histórico.
 
Claro que mandar palpites não custa e depois até são palpites que caem em saco roto, pois o que por aqui é dito não passa do ecrã do seu computador e do ecrã de meia dúzia de amigos que me fazem o favor de vir aqui espreitar todos os dias e matar saudades da terrinha, apenas isso. Tal como dizia o poeta que vivia dentro do Rómulo – “ o sonho é uma constante da vida” e eu sonho diariamente.
 
Até amanhã, por aqui, como sempre na cidade de Chaves.  

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