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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves quase rural - Outeiro Jusão

20.10.07 | Fer.Ribeiro

 

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Quem é habitual por aqui, já sabe que os fins-de-semana são dedicados às aldeias ou seja a Chaves rural. Há no entanto aldeias, que pela sua proximidade à cidade, não são propriamente rurais, mas antes bairros distantes da cidade. Contudo têm a sua ruralidade, a mesma que todo o nosso concelho tem, porque quer queiramos ou não, Chaves é em tudo rural e, hoje, com a desertificação do centro histórico, essa ruralidade cada vez mais se acentua, pois cada vez mais os flavienses têm a cidade para trabalhar e as aldeias da periferia, e até mais distantes, para habitar.
 
Mas a aldeia convidada de hoje é Outeiro Jusão. Quem é que não conhece Outeiro Jusão!?
 
Suponho que não haverá flaviense que não conheça esta aldeia, pois sempre foi uma aldeia de passagem para a principal saída e entrada na cidade, no entanto é um conhecimento de passagem, pois a aldeia em si, o seu núcleo, já não é assim tão conhecido, pois é preciso abandonar a Estrada Nacional para conhecer o seu coração e aqui sim, encontramos a intimidade rural da aldeia.
 
Outeiro Jusão situa-se a 3 quilómetros de Chaves, ali mesmo onde o vale de Chaves termina, precisamente no quilómetro 3 da estrada mais longa de Portugal, que o atravessa de Norte a Sul, a Estrada Nacional 2 (Chaves-Faro), na margem esquerda e a escassa dezena de metros do Rio Tâmega. Segundo apurei, termo Jusão, significava antigamente "de baixo", por isso poder-se-á dizer que Outeiro Jusão seria o mesmo que dizer se Outeiro de Baixo. Quanto à sua origem deverá remontar, pelo menos, à ocupação romana da região, pois é conhecido que nessa zona apareceram vestígios abundantes e ricas construções romanas, prova disso foi o achado de uma pedra que perpetua o nome de Claudios Flavios.
 
Segundo consegui apurar o padroeiro da aldeia é o S.Cristovão que até vem a propósito, dada a sua localização numa estrada onde se iniciavam grandes viagens, embora na própria aldeia o Santo não ter sido muito protector, pois era sobejamente conhecida a perigosidade da curva de entrada na aldeia onde alguns flavienses e amigos perderam a vida em acidentes de viação. Graças a Deus que esse troço de estrada foi desactivado. Quanto a santos, há a tradição de se festejar também o S.Martinho, que não tarda muito e está aí. Venham as castanhas e o vinho novo, que este ano estou curioso para saber como será.
 
Quanto à foto de hoje, já devem ter dado conta que as novas construções não me atraem, por isso deixo-vos uma que recolhi numa passagem rápida pelo interior da aldeia, com um pouco daquilo que mais pitoresco vai havendo nas nossas aldeias.
 
Até amanhã, por aí na nossa ruralidade.  

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