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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves Rural, Almorfe - Portugal

21.10.07 | Fer.Ribeiro

 

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Comecei a conhecer o nosso concelho rural há coisa de 25 anos para cá. Ainda me lembro da aventura que era ir até Segirei, de como me perdia cada vez que queria ir à Dorna, do espantado que fiquei quando conheci a Granjinha, das más recordações que tenho da primeira vez que fui a Nogueira da Montanha, da curiosidade de conhecer Fernandinho e por aí fora. Umas vezes em passeio outras por motivos profissionais fui percorrendo o nosso concelho, mas havia uma aldeia, que cada vez que via a placa indicativa na estrada, eu dizia para mim próprio: - nunca fui a esta aldeia! E esse nunca foi-se prolongando no tempo até há umas semanas atrás em que decidi propositadamente deixar a estrada para lhe dar uma vista de olhos. Essa aldeia dá pelo nome de Almorfe e, digo-vos que valeu a pena conhece-la, principalmente pela beleza e intimidade da sua entrada e também pelo pequeno núcleo (muito pequeno) de construções tradicionais.
 
Pois então hoje vamos até Almorfe, uma pequena aldeia de montanha (Brunheiro), que fica a 15 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Moreiras. Pessoas, à volta de 30 (contas rápidas de um dos seus habitantes) no verão, há mais uns quantos. Tem como padroeira a Santa luzia e os festejos são a 13 de Dezembro.
 
Segundo os entendidos, o topónimo Almorfe é de origem árabe, inicialmente "Almofre" nome de uma peça da armadura dos cavaleiros.
 
Segundo consegui apurar, os poucos habitantes da aldeia, uns trabalham em Chaves e outros dedicam-se à agricultura. Terra de castanha, com muitos castanheiros centenários que vão alternado com manchas de carvalhos, muito apreciados na região pela boa lenha que dá para as lareiras.
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Como aldeia de montanha, com uma altitude próxima dos 900 m, é uma aldeia com Invernos rigorosos, frios e húmidos, que recebem sempre as primeiras neves e grande parte dos seus dias a névoa, ou em dias limpos, o gelo. Por sua vez os verões são quentes e secos, mas em Almorfe, com muita sombra e o arzinho de montanha que sempre se agradece.
 
E aqui temos mais um bonito itinerário para uma tarde de domingo, a freguesia de Moreiras. Com partida de Chaves, Raio X, estrada de Valpaços (100m) logo a seguir a EN 314, em direcção a Carrazedo de Montenegro. Chegados ao Peto de Lagarelhos, há que optar pela estrada principal (a da esquerda) e logo a seguir temos Lagarelhos. No alto de Lagarelhos pode-se fazer uma pequena paragem para apreciar todo um conjunto e encontro de montanhas a descer para o pequeno vale de Loivos. Continua-se a viagem e logo a seguir às bombas de gasolina, à direita temos então Almorfe. Antes há que apreciar um cafezinho na loja de conveniência das bombas. Em Almorfe a visita pode ser rápida ou mais ou menos demorada. As pessoas das aldeias gostam sempre de saber ao que vamos e, se tivermos a sorte de apanhar quem conheça a arte de conversar, podemos tirar dessa conversa muitos conhecimentos das suas gentes e da própria povoação. Visitada Almorfe, há que regressar de novo à EN 314, mas só por uns segundos, pois logo a seguir temos France (post reservado para as próximas semanas). Visitado France, há que seguir mais uns segundos pela EN 314 e logo a seguir virar à direita e aí podemos concluir a nossa visita, com Moreiras e Torre de Moreiras (quase juntas fisicamente). Aqui é obrigatório apreciar todo o casario e principalmente o conjunto do Largo da Igreja de Moreiras, com a Igreja, a casa paroquial, um antigo solar, a fonte, o cruzeiro e muitos etc. Dependendo do tempo que se gaste em conversas, uma manhã ou uma tarde é tempo mais que suficiente para esta pequena excursão.
 
E amanhã cá estou de novo de regresso à urbe milenária que dá pelo nome de Chaves.

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