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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Cai o Outono na Praça de Camões - Chaves - Portugal

08.11.07 | Fer.Ribeiro

 

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Às vezes dou comigo a pensar na vida e nas vidas que a cidade tem e, a Praça de Camões, é um bocadinho culpada de todos estes meus devaneios pensantes, pois na praça acontece de tudo ou quase tudo, é uma praça com vida de muitas vidas.
 
Graças aos poderes instituídos na praça, de um lado o político e do outro o religioso, tudo passa por esta praça.
 
Da parte baixa da praça, do lado religioso, ali se baptizam os nosso filhos, ali acolhem a catequese, fazem as comunhões, solenes ou não, ali se casam e também, ali se ouve a palavra do senhor, se confessam pecados, se ora e se reza e,  é ali que por fim,  de corpo presente assiste e se é protagonista das às últimas cerimónias, as exéquias de uma vida, à despedida. Só falta mesmo o antigo hospital para o ciclo de uma vida estar completo com os nascimentos de novos flavienses para pisarem a praça.
 
Do lado alto da praça, temos a praça politica que vai andando conforme as marés. Dos monárquicos aos republicanos, ali se festejaram e consagram e aclamam vitórias, ali se receberam as notícias das derrotas. Por ali passam os governantes e as cerimónias, presidentes, deputados, empresários, intelectuais de esquerda e direita, povo, gente comum, gente com problemas, gente sem problemas, gente de bem, cuscos e cucos, má língua, grandes projectos, projectos interessantes, projectos de interesses, gente interessante, gente sem interesse, gente que se queixa, de si, dos outros, de tudo e de nada…
 
Dos lados, a praça guarda pedaços da nossa história. Da história museológica e da história dos dias, num casario habitacional sem habitantes.
 
A Praça de Camões é a nossa Praça Maior, a Principal que tanto enche com esvazia. Povo que aclama, povo que protesta, povo que festeja, estudantes que brincam, pombas que a invadem, pessoas que passam e tudo, tudo debaixo do olho do Duque, que lá de cima do seu pedestal, de espada levantada, assiste a tudo, até ao varrer das folhas outonais.
 
Toda esta imagem da praça já é sobejamente conhecida de todos nós, mas hoje, nos tais devaneios de pensar na vida e nas vidas, surpreendeu-me ao ver espelhada na imagem, uma imagem de um futuro próximo. Será que esta praça também tem o poder de prever o futuro!?
 
Até amanhã, de novo em Chaves, por aí…    

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