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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Vidago, um paraíso na montanha.

11.11.07 | Fer.Ribeiro

 

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Já sabem que este blog dedica os dias de semana à cidade de Chaves e os fins-de-semana ao concelho rural de Chaves, ou seja às aldeias. Acontece que existe Vidago, que não é cidade, nem aldeia, pois até é vila e por esta e muitas razões, sinceramente, que me custa inclui-la no nosso concelho rural, que não é. Talvez deva alargar o âmbito deste blog para Chaves, aldeias e Vidago.
 
Vidago, desde que o conheço, é guardado no cantinho romântico do meu coração e, nesse cantinho não guardo qualquer coisa, pois só o que é mais nobre é que consegue entrar nele e Vidago, merece além de estar nesse tal cantinho, estar no quadro de honra do concelho de Chaves de Portugal e até da humanidade, pois sem dúvida alguma que é uma das nossas maravilhas, mas esquecida ou ignorada.
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Turisticamente falando tem todas as potencialidades de se tornar numa grande estância turística, com turismo de qualidade, projectado a nível nacional e internacional. Um turismo virado para a qualidade termal e das águas, da montanha, da gastronomia, da arquitectura tradicional e religiosa e até de lazer. Um turismo regional e de proximidade de localidades igualmente interessantes.
 
Sempre que vou a Vidago e dou um passeio pelo parque (agora infelizmente inacessível pelas obras) dou comigo a sonhar como num país de verdade toda a nossa região poderia ser um paraíso turístico, no qual Vidago sem dúvida alguma seria uma das pedras brilhantes ou um diamante desse anel turístico É uma mina por explorar e com muitos dos meus sonhos ainda possíveis, curiosamente todos à volta do que temos de mais natural e belo. As montanhas, a floresta, a água, o rio Tâmega. Seria ainda possível (o meu grande sonho) de ver o velho Texas a carvão a circular na linha estreita do corgo, que seria do Tâmega, pelo menos entre Curalha e Vidago e que num entendimento inter-municipal poderia chegar até às Pedras Salgadas e Vila Pouca de Aguiar. Bastava haver vontade politica aliada a uma boa política de turismo da região para que este sonho fosse possível tendo sempre em conta que o desenvolvimento da região passa obrigatoriamente pelo turismo e pelo que a nossa natureza de povos de montanha pode oferecer – Turismo e qualidade de vida. Não precisamos de fábricas nem de grandes indústrias, pois temos de tudo que é de bom, só é preciso explora-lo e saber explora-lo e isso passa por uma política de turismo realista que é urgente explorar, pondo de parte o sistema actual das comissões regionais de turismo que não funcionam e nada promovem.
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Sou um apaixonado pela nossa cidade, pelo nosso concelho, pela nossa região. Gosto dela como é, com o espírito que tem, o do vivermos esta interioridade de montanha e transmontana, mas revolta-me não partilharmos tudo o que temos de bom (e deixa-lo morrer até),  com o resto do pais, da Europa e da humanidade. Somos um povo com tradições interessantes, com muito para oferecer e explorar e, tudo passa pelo que é natural e bom. Custa-me a entender como é que tudo que temos não é partilhado dentro da tal filosofia de partilhar e dar para receber.
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Enfim, com lamentos, vou sonhando com um concelho e região que poderia ser um paraíso turístico, mas que a realidade, o deixa cada vez mais distante e mais deserto. Vivemos em terra de cegos e acho, sinceramente, que a geração rasca, finalmente tomou o poder.
 
Que me desculpem os de Vidago, por me aproveitar de tão belas imagens para trazer aqui alguns lamentos, mas tal como disse no início, Vidago está guardado no cantinho romântico do meu coração, se é que isto pode servir de desculpa.
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E sobre Vidago mais nada digo, mas pela certa que não faltarão oportunidades para este blog tornar a passar por lá. Só a título de informação, as fotos de hoje são todas de arquivo, pois o Hotel Palace e o parque estão em obras das quais espero que aqui se aplique o ditado “em terra de cegos quem tem olho é rei”.
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Até amanhã, numa terra que amo, mas também dói. Falo de Chaves cidade, concelho e região.

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