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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Entardecer na Lapa - Chaves - Portugal

22.11.07 | Fer.Ribeiro

 

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E eis como da Madalena damos um pulo para um entardecer em Stª Maria Maior, que é como quem diz a cidade urbana, mas pouco, porque ainda é uma cidade pequena e, é assim, pequena, que eu gosto dela. Aliás penso mesmo que os nossos males passam por nunca nos termos contentado em ser aquilo que somos ou seja,  uma cidade pequena da província. Mas atenção que com isto não quero dizer que Chaves não seja uma cidade interessante, antes pelo contrário, ainda é uma cidade interessante onde ainda é bom viver (esquecendo alguns lamentos) e, se não tivesse sido a mania das grandezas, a cidade de Chaves poderia ser bem mais pequena, mas bem mais rica e interessante.
 
Esta cidade existe há mais de 2000 anos e desde, pelo menos, a chegada dos romanos a estas terras que Chaves tem sido uma referência, e que me conste, não foi grandeza que os romanos viram em Chaves, no entanto, foi em Chaves que deixaram autênticas obras de arte, e estou em crer que essas obras de arte vão muito além da nossa Top Model (Ponte) e que descansa (infelizmente) a 4 ou 5 metros debaixo dos nossos pés. Mas afinal que é que os romanos encontraram em Chaves!? Estou em crer que encontraram um rio de águas puras e cristalinas, uma veiga fértil, encontraram águas quentes e termais e um ponto geograficamente estratégico, quer como encontro de vários caminhos, um ponto de passagem e de descanso. Posteriormente, também geograficamente, Chaves ganhou importância militar, e a prova está no castelo do qual ainda sobra a torre de menagem, mas muralhas medievais, nas muralhas seiscentistas e fortes de S.Francisco e S.Neutel e até nos aquartelamentos militares mais recentes que sempre tiveram em Chaves um poiso importante e que ainda hoje se mantém com um Regimento de Infantaria, onde ultimamente se preparam militares para representar Portugal em nobres missões de manutenção da paz.
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É claro que os tempos mudam, mas tudo que tínhamos há 2000 anos atrás, ainda o temos, aliás a única coisa que verdadeiramente perdemos foi a importância estratégica militar, mas, curiosamente, foi uma das que se soube adaptar aos tempos actuais.
 
Também é bem claro que não precisávamos de uma cidade tão grande (mesmo que ainda pequena) e com tantos mamarrachos, mas para isso era preciso ter havido a visão política de manter as aldeias atractivas, dando-lhes as condições necessárias, rendimentos e modos de vida necessários para não as abandonarem. Como!?, não o sei, pois não sou especialista na matéria, mas, presumivelmente, vamos depositando o nosso voto regularmente em quem supostamente deveria saber e preocupar-se com os nossos destinos, para isso é que lá têm as suas regalias e os seus vencimentos chorudos. Lamentos dos quais não me consigo desprender, mas isso, os lamentos, ficou estipulado passarem por aqui às sextas-feiras (enquanto me puder lamentar), mas hoje é quinta-feira e não quero por aqui lamentos.
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Hoje quero mesmo é um entardecer na cidade. Três olhares diferentes tomados do mesmo local. O Histórico e religioso, a poluição das comunicações e das televisões que não só poluem o convívio das famílias como poluem os olhares sobre os telhados (mas que ao entardecer dão sempre belas fotos) e por último o casario centenário a assistir à despedida de mais um dia.
 
Até amanhã, dia de lamentos sobre a cidade.

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