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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Praça de Camões, Chaves, Portugal

29.11.07 | Fer.Ribeiro

 

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Se ontem andei pelos traiçoeiros telhados da cidade, hoje desço à terra, pés bem assentes no chão e, faço uma descida em grande até a nossa praça principal.
 
Esta é a nossa praça maior, a principal, a do poeta de Portugal, do duque, das monarquias, repúblicas, do poder, ou dos poderes e onde os passos se vão repetidamente repetindo à espera de qualquer coisinha, coisa pouca, pode ser, desde que a coisa, seja qualquer coisinha.
 
Uma praça onde no dia-a-dia, vive os dias como eles são. Nos dias de sol tem sombras, nos dias de chuva molha-se, nos de nevoeiro fica húmida e um pouco embaciada e, à noite, fica escura. Alegre, só quando há festa… e os actores!? Uff! São muitos! Quase todos sem papeis principais, apenas e simples figurantes, pois uns apenas têm o papel de passar, outros de parar por breves instantes em cumprimentos ocasionais ou conversa breve, outros apenas fazem número, mas todos vivem a, e à volta da praça, da praça grande e do poder, mas quem manda mesmo, é o Sr. Duque, que de espada bem levantada, domina todos os olhares.
 
É uma praça bonita, sem qualquer dúvida, mas também cruel. Nos dias quentes de verão, é um inferno e, nos dias frios de Inverno, mirra as pessoas, murcha-as, “engrunha-as” e torna pesados os passos à espera de um pouco de sol e às vezes, um bocadinho pouco, chegava, mas o que incomoda mesmo é quando a praça fica cinzenta e sem cor.
 
Ouvi dizer nas notícias da televisão galega (que felizmente para nós nunca tem notícias desagradáveis e por isso gosto tanto dela) que anda por lá um vírus que tem andado a atacar as gentes das suas cidade. Um vírus a sério do tempo do frio (não é dos informáticos) que cria maleitas nas pessoas e tudo… Parece que também já começou a atacar em Chaves, principalmente as pessoas de mais idade. Os sintomas são vómitos, diarreias, e dores de cabeça, nos mais idosos, nos mais jovens, embora ainda não esteja provado, parece causar outros distúrbios. O mau da notícia, é que o vírus é muito incómodo, o bom, é que apenas produz maleitas por dois ou três dias.
 
E penso que vou terminar, senão, como calhou hoje em conversa com o companheiro de viagens do blog cancelas, ainda acabo por entrar em casa, abrir a porta do frigorífico e chegar à conclusão que chove em Lisboa. Mas como tal não me consta, termino mesmo, com um até amanhã, em dia de lamentos.
 
Até amanhã!

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