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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Divagações sobre Chaves...

12.10.06 | Fer.Ribeiro
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Ao fundo temos a Travessa das Caldas, atravessada pela Rua de Stª Maria.

Nos passeios pedonais pela cidade e, para quem está em pleno centro histórico, esta travessa é o caminho mais directo e mais curto até à zona termal ou até às “noites de Chaves” ou até ao Tabolado, como preferirem.

Sempre me intrigou a largura deste troço entre a Rua Direita e o início da Travessa das Caldas, bem com a empena cega de parede do edifício localizado em primeiro plano à direita da fotografia, que se apresenta como se um dia tivesse sido cortada…

Pois estou sempre a aprender e a descobrir a cidade e a sua história, mais ou menos recente. Soube há pouco tempo que em tempos, alguém responsável (não me perguntem quem, porque não o sei) projectou ou pensou uma avenida directa (e larga) para acesso à zona termal, com início na Rua Direita. A tal avenida foi iniciada com a tal largura que me intrigava e daí também o tal corte e empena cega do edifício. O projecto ou ideia ficou-se pelo início, mas pode-se facilmente concluir que a Travessa das Caldas terminava na Rua Direita, mais-ou-menos com a largura que tem hoje a actual travessa, e que existiu um edifício ou vários, encostado(s) ao edifício que hoje se apresenta com a tal empena cega e cortada (antiga casa de Saúde do Dr. Carneirinho).

Não sei se será do mesmo tempo a ideia de alargar a Rua de Stº António, visível no recuar das construções do actual café Sport e Atique, bem como mais acima no recuar do edifício onde existiu o 5 Chaves (recordação mais recente), ou o edifício do Sarmento, ou o da Telecom. Não sei se bem ou mal, o facto é que os alargamentos terminaram, penso eu (claro que é a minha opinião) que terminaram e terminaram bem, a não ser assim, teríamos perdido parte dos edifícios centenários da Rua de Stº António e da Travessa de Stª Maria, e em vez deles teríamos edifícios como o do Sport, do Sarmento, do Banco (ao lado do antigo cine-teatro) e outras aberrações (também conhecidas por mamarrachos) como um outro conhecido por “obelisco” no final da Rua de Stª Maria ou uma rua à semelhança da Rua 1º de Dezembro onde é perdido todo o interesse histórico do nosso município histórico que começa no milenário e termina no centenário (claro que me refiro ao Centro Histórico).

Pelos vistos as políticas menos correctas de urbanismo já não são de hoje, posso estar enganado, mas é assim que eu penso e se estiver enganado, venha alguém que me chame até à luz.

E por hoje tenho dito.

Até amanhã, por aí, na cidade de Chaves pelo Tâmega beijada.

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