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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, Varandas, Bicicletas e Cinemas...

10.10.06 | Fer.Ribeiro
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Há pormenores e pormenores. As varandas de Chaves sempre fascinaram e sempre fizeram parte da vida da cidade. Além das próprias varandas, dignas de serem apreciadas uma-a-uma, houve até um tempo em que as varandas de Chaves tinham pessoas, pessoas debruçadas a ver quem passava na calçada e sempre prontas a dar ou receber um cumprimento. Agora é mais flores. Sardinheiras, petúnias e até amores perfeitos, mas há também quem faça das varandas mais um compartimento das casas… o compartimento do cão, do gato, dos arrumos, da roupa a secar…por aí fora. Mas bicicletas, foi a primeira vez que vi…e até acho o pormenor engraçado. Agora graça, mesmo graça, era ver pessoas e vida nas varandas, luxos que os tempos de cidade de hoje já não permitem, porque Chaves embora uma cidade pequena da província, onde até pode viver sem uma sala digna de cinema ou teatro ou os dois em um (1), mas já se rendeu aos hipermercados, McDonald’s, Pizzarias com entrega porta-a-porta (como nos filmes). Etc. Coisa e tal como nas cidades grandes, onde até nem faltam clubes e vida nocturna, mas mesmo assim, eu gostar, gostava mesmo era de ver pessoas nas varandas.

Enfim, cada um tem o que merece. A maior parte das vezes, o amor por Chaves resume-se a recordações de outros tempos… porque será!?

(1) – Não quero deixar de louvar aqui a carolice do TEF – Teatro Experimental Flaviense, graças ao qual Chaves não perdeu definitivamente o Cinema com a mais valia de ir dando Teatro à cidade, mas, infelizmente, com instalações pouco dignas da arte do Cinema e do Teatro. Num país que se diz apostado em choques tecnológicos, não seria de apostar na cultura para que esses choques possam acontecer!? Pergunto eu, que dessas coisas nada percebo. E já agora, em vez de se por à venda o antigo cine-teatro para seja-lá-o-que-for, não seria mais digno para a cidade recuperar o local e concessioná-lo a quem já deu provas que existe em prol do teatro e do cinema? Simplesmente, pergunto eu, bá!

Até amanhã, com ou sem saudades dos velhos tempos de Chaves.

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