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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Parada - Chaves - portugal

29.12.07 | Fer.Ribeiro

 

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Ainda antes de ir até Parada, fica aqui notícia de última hora, no público on-line.
 
 
 
O ministro da Saúde afirmou hoje que a Comissão de Defesa do Hospital de Chaves tem o direito de interpor uma providência cautelar visando a reabertura do bloco de partos da unidade, mas prometeu reagir se a iniciativa anunciada se concretizar.
 
Para quem quiser ler o resto da notícia, click aqui .
 
E sem qualquer comentário à arrogância do quero, posso e mando dos nossos governantes, vamos então até Parada.
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Ainda há pouco tempo atrás andamos por lá, mais precisamente em 26 de Agosto, (link aqui ), mas como os dias de Inverno são ingratos para a fotografia, lá vou tendo que recorrer àquilo que tenho em arquivo, e também a algumas repetições e cumprir a tal promessa de ir até S.Gonçalo.
 
Na realidade é complicado chegar até S. Gonçalo e recomenda-se mesmo um todo o terreno para chegar lá, ou então a pé, para quem gosta de caminhadas na montanha, que pela certa é uma boa caminhada. Mas vale a pena e o sacrifício da viagem até S.Gonçalo, pois aí sentimo-nos mesmo em Trás-dos-Montes e entalados entre tanta montanha que se perdem no horizonte, com vistas para terras de Valpaços, de Vinhais e até da Galiza. Para quem gosta da natureza é um passeio que se recomenda, pena que um incêndio de há anos atrás tivesse destruído quase toda a floresta.
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Quanto a Parada, fica a 26 quilómetros de Chaves, pertence à freguesia de Sanfins da Castanheira e o acesso é feito a partir do Caminho Municipal 1065, pavimentado e com belas vistas, tão belas como perigosas, pois a sinuosidade do caminho não recomenda distracções, e a propósito da notícia de abertura, é um daqueles locais onde não se recomenda ter um problema de saúde que necessite uma intervenção urgente. Uma boa aldeia para o Sr. Ministro da Saúde visitar e até para … bem, hoje falamos de Parada. Estava eu a falar de acessos, pois a partir de Chaves há que tomar a Nacional 103 em direcção a Bragança e chegados à Bolideira ruma-se em direcção a Dadim, Cimo de Vila da Castanheira, Sanfins, Santa Cruz e depois umas montanhas à frente, é Parada.
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Quanto à população, segundo o posto de correios reproduzido em fotografia, existem pelo menos 29 casas, mas penso que a maioria ou está desabitada ou é de emigrantes, pois a população é reduzida e envelhecida, o costume nas aldeias de montanha.
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E de que vive a aldeia!?, das hortas e das reformas, suponho, pois além de alguns castanheiros, pouco mais vi por lá. Talvez em tempos tivesse sido a floresta, que um incêndio deixou reduzida a cinzas.
 
Quanto ao seu nome, Parada, é um lugar cujo topónimo pode referir-se a um tributo ou um foro, a que se dava o nome de Parada, foro esse que o povo pagava aos senhores da terra, quando nela apareciam e que consistia em certa quantidade de mantimentos ou dinheiro, para mantença ou aposentadoria deles e da comitiva. Era um dos foros pagos entre os séculos XII a XV, pelo que a aldeia terá no mínimo essa antiguidade poderá estar associado a um foro.
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A aldeia apresenta na sua periferia sepulturas cavadas na rocha, situando-se uma delas próxima da capela de Santa Bárbara. Perto encontram se vestígios de uma cultura castreja que aqui construiu as suas estruturas e muralhas de defesa, na margem do rio Mente, afluente do rio Rabaçal.
 
E por hoje é tudo, amanhã cá estarei de novo com mais uma aldeia.
 
Até amanhã.

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