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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

S.Roque - Chaves - Portugal

03.01.08 | Fer.Ribeiro

 

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Tal como nós, as cidades também têm a sua identidade.
 
Todos nós quando vamos por aí fora à descoberta de cidades desconhecidas (pequenas ou grandes), sítios ou lugarejos, há três ou quatro elementos que nos atraem. Lembro-me de um amigo dizer-me, o que mais lhe despertava nas cidades, eram os seus aromas e até ficava a conhecer as cidades pelo cheiro. Também eu guardo o cheiro de algumas, mas não são os aromas dos sítios que em mim despertam os sentimentos. Há elementos que me despertam mais. A luz e a cor, as pessoas, a tipicidade, as casas e outros elementos naturais como a água e vegetação. Principalmente estes últimos, são os que mais despertam e melhor retenho na memória dos sítios.
 
Chaves tem um pouco de tudo que em mim desperta os sentimentos dos lugares e, não a imagino sem rio e sem verde, que ao longe, se transforma em azul de montanha e dá à cidade uma luminosidade e colorido muito próprio, único até.
 
Lembro-me de antigamente a principal entrada da cidade (Recta do Raio X) ser feita por um túnel de árvores e, como ela despertava em quem nos visitava pela primeira vez um silêncio de espanto que preservavam para todo o sempre. Claro que ainda hoje (senãos à parte) uma vista tirada do miradouro ou vindo do barroso, onde todo o vale se nos oferece, nos faz respirar fundo e até suspirar, principalmente quando a ausência já é prolongada.
 
Com o crescimento da cidade temos perdido algum verde, mas mesmo assim, ainda temos por aí muito verde para oferecer. Preocupa-me mais o verde do interior e do coração da cidade, algum que vamos perdendo e que deu lugar a praças abertas, com mais luz é certo, mas sem o verde e contrate, a atracção e até o convite a uma boa sombra de verão, que bem falta faz.
 
 
Claro que em Chaves, mesmo com os pequenos senãos, ainda não nos podemos queixar da falta do verde ou da água em todas as suas componentes, mas congratulo-me sempre e até aplaudo quando um novo espaço verde é criado, principalmente quando esse espaço é dado ao lazer, ao passeio, ao repouso, ao namoro e convive de perto com o rio. É o caso do lugar da foto de hoje, o S. Roque, que depois de abrir o antigo espaço do parque de campismo e a margem do rio até à ponte de S.Roque à população, deu mais vida ao convívio com o rio e ao bem estar da cidade. Congratulo-me e aplaudo estes pequenos pormenores, mas ainda continuo com o sonho de um dia ver ambas as margens do rio abertas a longos passeios, com muito verde e a água por companhia.
 
Até amanhã, sexta-feira, que embora esteja prometida para um fórum ou discurso sobre a cidade de outros autores, ainda vai ter mais dois ou três lamentos.
 
Até amanhã!

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