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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Cando - Valdanta - Chaves - Portugal

12.01.08 | Fer.Ribeiro

 

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Antes de entrar pelo Cando adentro, fica desde já a dedicatória deste post a gente que tanto e tão bem tem defendido a freguesia neste pequeno-grande mundo da Internet e da blogosfera, quer com os seus blogues, comentários, sabedoria e amizade. Fica assim a dedicatória ao J. Pereira (Zé da Arminda) do blog “Valdanta”, ao Luís da Granjinha, omnipresente da blogosfera flaviense e o dom de granjear amigos, à Lai Cruz, do blog “Lai, Lai, Lai”, ao A.Cruz que sem blog, tem sempre uma palavra disponível, simpática e oportuna nos comentários, à juventude Valdantina representada pelo Jorge Romão no seu blog “Vale de Anta” e por fim, às gentes do Cando, a quem é dedicado o post de hoje. Curiosamente penso que nenhum é natural do Cando, mas esta freguesia (Valdanta) é especial e as suas 4 aldeias contam como um todo, pelo menos é esse o sentimento que retiro das minhas incursões amistosas à freguesia.
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Claro que as minhas palavras de hoje são ou seriam uma autêntica incursão, pois na blogosfera há gente mais credenciada que eu para falar do Cando, mas mesmo assim, vou entrar pelo Cando dentro, mais com imagem e vou privilegiar a palavra de quem realmente conhece a aldeia, como por exemplo o Luís da Granjinha e o Zé da Arminda o qual já dedicou no seu blog alguns post’s ao qual fui roubar o texto, como por exemplo este que se segue, de autoria do Luís da Grajinha e publicado no blog Valdanta em 4.Out.2007.
 
«Abobeleira, Valdanta e Granjinha têm sido lembradas com certa regularidade neste “CANAL NETEVISIVO”.
Uma ALDEIA  das mais tradicionais, encantadoras e históricas tem andado um pouco arredada das inspirações, recordações e saudades do que resta dos verdadeiros valdolménicos.
Claro que, ao lerem isto, as vossas (e a nossa) consciências entraram em convulsão; e os vossos (e o nosso) corações «saltaram aos pulos».
 Todos sabemos das nossas raízes valdolménicas pré-históricas   -   Há mais de 6.ooo anos que os nossos antepassados por aqui labutavam.
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 Por esses tempos, numa clareira rodeada de bosques e férteis campos de cultivo, instalou-se um Clã da Tribo dos Caladuni, tendo aí erigido um monumento ao seu deus dos Bosques (esses Povos eram politeístas, como bem se lembram), CANDAMO.
O CLà chamava-se CALANDUMNA.
E CALANDUMNUM passou a chamar-se o povoado.
Mais tarde, os Romanos dominaram a Península e, também, por estas paragens se fixaram.
Mais sensatos do que os conquistadores modernos, manifestaram sempre respeito, quer pela Cultura, quer pela Coragem dos Povos que venceram. E adoptaram ou combinaram a sua Civilização e Cultura com esses Povos.
Assim, CALANDUMNUM, passou a chamar-se, pelos romanos, Calandum, e CANDO nos nossos tempos.
No lugar do templo em honra do deus dos Bosques, os chegados e chamados cristãos aproveitaram para transformar o templo a CANDAMO em ermida em honra de Stª. Maria.
Em 1678, o povo Candulense deita abaixo o que restava da ermida e, por sua conta e risco, erguem uma Capela em honra de N.S. da Assumpção da LAPA.
O apoio logístico de um morgado candulense, Sebastião Alves; e a orientação técnico-táctica engenhoca de outro candulense, Manuel Gonçalves Lizes, Alferes de Cavalaria, em Chaves, fizeram com que as obras da Capela, iniciadas em Janeiro desse ano ficassem «rápido e depressa» concluídas, de tal modo que, em 21 de Novembro se realizou a brilhante cerimónia do BENZER do Templo e a 1ª. Festa em honra da Padroeira … e de proveito e alegria do Povo.
Consta que, para a época, até algumas Freguesias circunvizinhas mostraram uns palmitos de inveja por não terem uma Igreja Matriz tão grandalhota e tão bonita.
Agora, se não estou em erro, até já mal se lembra do ano da última festividade.
Este ano talvez tivesse calhado no Dia de Portugal. Seria?
Se continuar a valer a data da «segunda oitava a seguir ao Espírito Santo».
 Pois bem, o CANDO foi, É e será um povoado, uma Aldeia e um Povo histórico.
Os vestígios pré-romanos, romanos, mouriscos ainda por lá se vêem e, com investigação competente, poder-se-ão encontrar.
 Por lá, por aqui e por ali, e no nosso coração ainda permanecem, desse Povo do CANDO, amigos, heróis e heroínas merecedores justos das nossas lembranças, das nossas loas e das nossas Saudades.
E, como o texto já vai longo, convido e desafio CANDULENSES,  Valdantinos,  Visitantes; amigos, inimigos, adversários do Cando (ou do autor); historiadores, investigadores e curiosos, a contribuírem com novos capítulos para este proémio.»
 
Um CANDOLENSE de todo o CORAÇÃO
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E só para confirmar a promiscuidade do povo Valdantino (freguesia) para com as aldeias, deixo aqui um extracto de um mail que recebi (que deveria ser privado), mas que o autor pela certa me desculpará e despenalizará.
“Alegra-me que tenha ido ao CANDO e à GRANGINHA.

São duas Aldeias muito chegadas..... no espaço e nos corações.

O Sr. João Cruz é do Cando. Casou com a D. Nídia da Granginha.

O Lelo da Tia Maria do Campo  - daquela casa que há no Largo do Carvalho com uma varanda, lá na Granjinha, está casado com a Adelaide do Tio Aniceto Pereira, do Cando (vive no Brasil).
O Tozé (filho do sr. João Cruz/D.Nídia) está casado com uma moça do Cando.

E homens e mulheres; rapazes e raparigas de ambas as aldeias, embora pouco numerosos, ajudavam-se mutuamente nas tarefas agrícolas doutros tempos. Nos "Reis", lá iam os da Granjinha, alumiados por fachucos de palha, cantá-los aos Amigos do Cando.

A Tia Aninhas do Tio António Carneiro, bem como este e todos os seus filhos, foram pessoas que me trataram sempre como de família. E pela Tia Aninhas mantenho um carinho e uma saudade infinitos.
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Lá no Cando vive uma filha da Tia Aninhas, a (D.) Germana, casada como ( sr.) Augusto, o sacristão de Valdanta, e que tocou violino no 7-7-7.
Nos terrenos destes Amigos é que está o «tal Lagar dos Mouros»!
 
A (D.) BALBINA é, sempre foi, uma Amiga especial. Foi sempre UMA JÓIA DE MULHER!
Ela sabe que sinto por ela uma enorme estima, consideração e amizade.
 
Gostava de ter posses para fazer uma Grande Festa em Honra de Gente Boa com quem me dei, e com quem me dou, na Freguesia de VALDANTA -  aos que já partiram, aos que estão distantes, próximos, e que por lá moram.”
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Também eu tenho que agradecer à D.Balbina pela sua simpatia e por nos ter servido de cicerone à visita da Capela do Cando.
 
E já que estou em maré de roubar palavras, vou mais uma vez roubar umas poucas ao Blog Valdanta, estasde autoria do autor do blog, o J.Pereira, que deixo registadas no seu post de 10.Março.2007
 
«O Cando é, sem qualquer dúvida, uma das aldeias mais bonitas e acolhedoras que conheço. As suas gentes destacam-se pelo fino trato, personalidade e inteligência invulgares, além do elevado cariz hospitaleiro. São gente amiga, trabalhadora, alegre e de elevado espírito de solidariedade. Da gente do Cando, pode-se dizer com toda certeza e convicção, que é gente nobre e boa. 
 
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Tem vestígios de um passado histórico com grande importância e destaque, principalmente nos tempos do domínio Romano, pois por ali terão passado as principais vias de comunicação que ligavam Bracara Augusta a Asturicam. Possui, como documentos históricos, pedras com insculturas rupestres e um lagar com lagareta escavados na rocha. Sobre este assunto, apenas deixo aqui aquilo que encontrei escrito pelos historiadores e entendidos na matéria, porque eu, não sou, de todo, um especialista no assunto.
 
Vou-vos falar das principais famílias que a habitam. Consta-se que uma das primeiras famílias a instalar-se no Cando foi a família Pereira por parte do pai do senhor José Pereira (velho), sendo este filho a dar continuidade e povoamento à aldeia. Casou com uma mulher proveniente de Soutelo chamada Martinha que servia em casa de seus pais e tiveram 11 filhos dando assim continuidade ao povoamento do Cando. Desses 11 filhos, quase todos casaram no Cando, e por isso é que aqui quase toda a gente é Pereira.
 
Chegaram, entretanto, outras famílias, como os Carneiro, os Cruz, os Romão, os Aveleda e os Azevedo que deram crescimento e importância à povoação. Todas estas famílias se foram misturando umas com as outras sem grande afastamento das origens, casando uns com os outros. Não foram muitos os casamentos realizados com pessoas das aldeias vizinhas, mas houve-os e foram de primordial importância nas relações com gente de outros lugares.
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Desta mistura quase caseira saíram algumas pessoas que se realçaram e destacaram das demais, e é precisamente essas pessoas que quero, hoje e aqui, homenagear, realçando o esforço e capacidade em prol da evolução e destaque da terra que os viu nascer. Quero dizer que não possuo qualquer documento ou biografia das pessoa que vou enaltecer e também que, outras haverá merecedoras do mesmo, ou até melhor tratamento, mas esses eu desconheço-os e peço aos visitantes deste Blog que o façam nos seus comentários e ajudem a repor uma verdade que poderá estar adulterada.
 
José Carneiro – Ex-padre, advogado e professor em Coimbra.
Domingos Carneiro – Professor do ensino secundário e ex-presidente do conselho directivo do antigo Liceu Fernão de Magalhães em Chaves.
Luís Carneiro- Padre e missionário em Roma e Moçambique.
Carneiro Rodrigues – Pintor.
João Cruz – Funcionário do Registo Civil em Chaves.
Francisco Ribeiro – Oficial superior do Exército.
 
 
Lembro também pessoas como a senhora Ana Soutelinho, o sr. Quim Aveleda, o sr. Francisco Azevedo, o sr. José da Cruz (Morilho), a senhora Augusta, a senhora Amélia Barroco, o senhor Mateus, o sargento Jaime e tantos mais que sempre se empenharam e honraram a sua terra.
 
Não queria falar em mais nenhum Pereira em especial, mas não resisto em falar no sr. Zé d’Avó, José Luís de seu nome e no Benjamim Pereira, a quem saúdo com muita amizade. Do meu tempo, volto a lembrar o Chico Ribeiro, o Carlos Ribeiro, o padre Luís Carneiro, o Zé Manuel Azevedo, o Alfredo Azevedo, o Alfredo e Arménio Aveleda, o Roulo, o Zé e o Quim Carneiro, o Menino, o João, o Victor e o Jaime (Jaiminho).
 
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Não podia deixar de falar nas raparigas do Cando, por quem tenho muito carinho, até porque são quase todas da minha família, lembro, A Germana, a Aldina, a Teresa, a Maria José, a Leonor, a Júlia, a Ester, a Constança, a Maria, e mais de quem não recordo o nome. Destas raparigas recordo com um sorriso e alguma saudade os tempos do “Queijo de Valcerdeira”.
 
Sei que há gente mais nova com algum realce e muita importância que merecem ser aqui considerados, mas com a ideia de que serão lembrados pelos comentaristas vou apenas saudar um amigo e primo que é meio do Cando e meio da Granjinha e, ainda por cima, casado com uma “Pereira”, descendente do Cando, o Tó Zé Petim Cruz, que nos tem dado muito apoio e encorajamento na feitura deste Blog.
 
 
Para toda esta gente boa do Cando o meu respeito e a minha amizade.»
 
Também fica aqui todo o meu respeito pelas gentes do Cando e amigos da freguesia aos quais agradeço, em especial ao J.Pereira e ao Luís da Granjinha por hoje,com as suas palavras (que eu roubei no blog Valdanta), terem ajudado na feitura deste post. Agradeço e peço desculpas pelo abuso do roubo.
 
E não poderia terminar sem recomendar uma visita ao Blog Valdanta, click aqui e vá até lá, pela certa que não se arrepende, pois estórias bem humoradas não faltam por lá.
 
 
Um obrigado a todos e até amanha numa outra aldeia de Chaves
 
 
 
 

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