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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, cidade «porreira» e «pimbeira»!

18.01.08 | Fer.Ribeiro
E como hoje é Sexta-Feira de lamentos e ainda antes de entrar-mos por uma aldeia, excepcionalmente temos um post extra, um lamento também, de alguém, flaviense ausente, que é bem conhecido da blogosfera flaviense e que consideramos, quer pela amizade e fidelidade que tem mantido com os blogues, quer com os seus autores e com toda esta região flaviense.
 
 
Chaves, cidade «porreira» e «pimbeira»!
 
Hoje, amanhã e depois aí se realiza a Convenção de Ranchos, Grupos e “Pimbeiros”!
E «habilidosamente» se aproveita para montar um envergonhado número de barracas com amostras dos excelentes produtos da Nossa Terra!
A Feira dos Sabores e dos Saberes, mais do que propaganda dos produtos da Região, é uma boa oportunidade para os pantomineiros «Pimba», do costume, acrescentarem «feitos» aos seus «anos de carreira».
Se os promotores do evento acreditassem mesmo na Qualidade dos Produtos Regionais   -   o que até nem era difícil, nem favor algum, pela evidência da excelência dos mesmos   - organizariam um certame com o devido realce dos próprios produtos e produtores.
E, até, no lugar ou na hora de tanta palhaçada em palco, realizariam palestras, colóquios, conferências sob temas Regionais!
Mas, na verdade, não é a promoção dos «Sabores e Saberes» dos Flavienses que lhes interessa.
Eles, esses edis narcisistas e demagógicos   - e até ingratos   - aproveitam uma imitação grosseira do que, Muito Bem, fazem os seus vizinhos do Alto-Tâmega, e misturam o prestígio dos produtos da Região com produtos «pimba».
Montalegre realizou a sua Feira Regional.
Constituiu um verdadeiro sucesso para o conhecimento, divulgação e prestígio de Barroso.
Estivemos lá.
E não precisou de pantominas, nem de «play-back»!
O certame estava muito bem organizado.
Os visitantes foram lá para VER e COMPRAR os produtos Barrosões e não tiveram a distraí-los enxurradas de «verdadeiros artistas».
Qualquer barrosão e agente de autoridade mostrava agrado e atenção em orientar as visitas.
As bancas estavam bem adornadas com os produtos e os expositores irradiavam simpatia.
O ambiente era festivo e afectivo. E os tocadores de Concertina e/ou Acordeão apareciam bem acompanhados de cantadores, alegrando e divertindo a multidão.
Foi uma Feira que mais pareceu uma Convenção de Família!
 
Aí por Chaves, essa «chachada» de Feira dos Sabores e Saberes não passa de uma mal-disfarçada habilidade para aumentar «os índices de popularidade» de gente que confunde o grau de «peneiras» com o grau de competência ou de aplicação ao Serviço!
A maioria dos que aí forem será composta pelos papalvos e mirones costumeiros, mais para verem os «brinquedos» com pés de barro do que para apreciar e comprar as preciosidades expostas por meia dúzia de tristonhos representantes das coisas boas da Nossa Terra.
O panfleto publicitário diz mesmo do engodo que se trata!
 
E Chaves continua a ser uma cidade «porreira», porra!
 
O Jornal “Público”, de ontem, faz-se acompanhar de um suplemento dedicado a CHAVES.
Pelas contas do distribuidor, 70.000 leitores ficarão a saber onde fica e como chegar à ««Eurocidade que novos caminhos abre à cidadania de base dos europeus»»!
Saxões, bretões, «franciús», malteses, e outros ões, acos, eses e anos, tomai lá, que é para ficardes «gregos»!
 
Chaves é mesmo uma cidade fantástica!
 
A auto-estrada que lhe passa ao lado liga-se-lhe em Curalha, tão envergonhada que nem uma placazita a indicar saída para as “Caldas” lá existe. Para Boticas e Carvalhelhos é que é o caminho!
Lá mais à frente, apertada por Valdanta, Bustelo e Outeiro Seco, lá aparece uma quelhazita, à tropeçar em casitas e casas atrapalhadas com a passagem aflita e o cruzamento assustado de viaturas que vão ou que vêm.
Os «bons acessos» prometidos no título da página 8 e figurados na 9, são um rico engodo para as entradas na cidade.
 
“É uma revolução silenciosa a que se está a viver em Chaves”, diz o Destaque 1.
É verdade, sim senhor.
Aos Flavienses, paulatinamente vai-se-lhes tirando o pio!...Aí parirão as Galegas e as ricaças de fora! As grávidas, os doentes da cidade e do Concelho que vão para os «rais que os parta»…ou para Vila Real!
É evidente que para esses edis (partidocraticamente eleitos), os Flavienses estão em primeiro lugar ….nos «apartados de balanço»…ou «nas sobras das suas iluminadas técnico-tácticas de estratégias de inovação e progresso»!
 
Querem lá saber que o rio meta nojo, e os ribeiros cheios de lixo; que na Veiga se construa ao calhas; que os 1.ooo metros vendidos se escriturem 10.000, ou 100.000; que o saneamento de uma Freguesia fique a meio; que Serviços Públicos fundamentais para a qualidade de vida, saúde e segurança sejam eliminados; que os monumentos históricos caiam aos pedaços, ou se atulhem de desprezos; que os muros das moradias dos «novos-ricaços» açambarquem os espaços públicos; que os Cafés não ganhem para o papel higiénico e a limpeza das retretes - porque os convidados visitantes não querem pagar multa por mijarem e fazerem cocó à esquina ..da Câmara …ou do polícia; que os doentes passem horas a gemer nos corredores do Hospital de Vila Real… ou a 100 metros da porta de entrada, na bicha das ambulâncias; que homens e mulheres «na força da idade» continuem a «pirar-se» para a estranja (de dentro ou de fora) à procura de trabalho e de sustento; que por aí se criem 1oo postos de trabalho à custa de 3oo despedimentos por fecho dos negócios tradicionais; querem lá saber!...Querem lá saber!...
 
QUEREM LÁ SABER!
 
Querem, querem!
 
Ora vejam que «««assumindo uma estratégia de desenvolvimento confiante e ambiciosa, a CMC – seguida de perto por dezenas de investidores – está a posicionar a cidade não como uma terra de fronteira, periférica, mas como o centro nevrálgico para uma vasta Região que engloba o Norte de Portugal e a Galiza, desde o Porto a Vigo»»».
 
Lá se vai BRAGA – Porto e Guimarães- por um Canudo!!!
 
“”Nenhuma cidade está em melhores condições de ser este pólo unificador”””, começa o 2º§ da página 6!!!!
Que grande descoberta!
Que divina revelação!
 
Os vocábulos «projecto», «estratégia», «estratégico», «vantagens», «benefícios», «investimento», e mais uma caterva deles, são usados (e abusados) exaustivamente pelo arrazoado habitual das comunicações (seja por que meio for) dos «órgãos competentes» e dos relatores encomendados para o suplemento do”Público”.
 
O «líder» da autarquia diz, a torto e a direito, que “”há, da parte de Chaves, uma natural liderança estratégica (esta não podia faltar) dos concelhos à volta””.
Bem arranjados estavam Boticas, Montalegre, Vila Pouca e Valpaços (e Vinhais) se estivessem à espera das iniciativas, das «lideranças» de (desta) Chaves!
O que lhes vale é que, enquanto os autarcas de Chaves se entretêm com «estratégicas geometrias variáveis sustentadas e sustentáveis», os daqueles Concelhos «metem mãos à obra» e estão a pôr as suas Vilas lindas, bem afamadas, muito visitadas; aumentam «EFECTIVAMENTE» a criação de emprego, cuidam a sério dos seus cidadãos, enfim, mostram-se seriamente empenhados no desempenho da sua missão.
Ora, por Chaves, os autarcas fazem qualquer “coiseca” em função da sua «Função», mas, quanto a «Missão»….«’stá kéto»!    - querem lá saber o que isso é!
 
Mas lá que «parlapiê» têm eles, ai lá isso têm!
 
E ficam bem na fotografia, ficam!
Mesmo de verdade!
 
Tupamaro

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