Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Variações, devaneios e sentenças delirantes... sobre Chaves ou talvez não!

07.02.08 | Fer.Ribeiro
Já sei que este blog é sobre a cidade de Chaves. Tem-no sido assim durante três anos e por mim assim continuará. Mas há dias e dias e se hoje o dia até foi próspero em luz e imagens, já o mesmo não aconteceu com as palavras.
 
Permitam-me um ou outro devaneio e dias em que estou mais para as palavras dos outros do que para as minhas. Quando habito esses estados de espírito, geralmente refugio-me na poesia ou em pensamentos daquilo que mais nobre há em cada homem escrevinhador de palavras.
 
Fiquemos então com três variações de imagem sobre o mesmo tema e com as “Sentenças delirantes dum poeta para si próprio em tempo de cabeças pensantes” do sempre presente Alexandre O’Neill, que tanto gostava da imagem das palavras.
 
Perdoem-me os devaneios de hoje.
.
.
 
Sentença delirante dum poeta para si próprio em tempo de cabeças pensantes – 1
 
Não te ataques como os atacadores dos outros.
Deixa a cada sapato a sua marcha e a sua direcção.
O mesmo deves fazer com os açaimos.
 
E com os botões.
.
.
 
Sentença delirante dum poeta para si próprio em tempo de cabeças pensantes – 2
 
Não te candidates, nem te demitas. Assiste.
Mas não penses que vais rir impunemente a sessão inteira.
Em todo o caso fica o mais perto possível da coxia.
.
.
 
Sentença delirante dum poeta para si próprio em tempo de cabeças pensantes – 3
 
Tira as rodas ao peixe congelado,
Mas sempre na tua mão.
 
Depois, faz um berreiro.
Quando tiveres bastante gente à tua volta,
Descongela a posta e oferece um bocado a cada um.
 
 
 
 
 

1 comentário

Comentar post