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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

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08.02.08 | Fer.Ribeiro

 

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Discursos Sobre a Cidade

 

 

Texto de Tupamaro
 
 
Chaves tem «forças políticas» devidamente organizadas e representadas nos Órgãos de Administração Municipal.
 
Todas se dizem empenhadas em último grau no desenvolvimento, progresso e distribuição de justiça pelos Flavienses.
 
Os sucessivos Governos Municipais têm escrito a sua história nos documentos que estão à vista.
 
Nesta lusitana democracia, a avaliação do desempenho político tem sido feita mais pela cumplicidade com os directórios partidários do que pelo grau de satisfação dos compromissos com os eleitores e com as reais necessidades e justas ambições das populações.
 
E, assim, os dislates, os disparates; as ilegalidades, as arbitrariedades; sem-vergonhas e culposas omissões; acrescentados com algum sadismo consolador de narcisismo, passam impunes.
 
O Passado, O Presente e o Futuro das Populações …«que se lixe»!
 
A Democracia não se esgota nos Partidos Políticos. E o avanço do processo democrático também cumpre ao cidadão, per si.
 
O que mais tem faltado a governantes nombrilistas é o mínimo conteúdo de espírito de missão.
 
Fazer o papel de «comissários» já lhes chega (e sobra)!
 
Interessamo-nos pelo Nosso País, em geral, e pela «NOSSA TERRA», em especial.
O nosso descontentamento perante as iniquidades, os desleixos e as sobrancerias com que a nossa Região tem sido tratada tem de ser manifestado.
Basta de oportunidades perdidas!
 
Compreendemos a natural ambição do actual Grupo Dirigente do Município de Chaves em conseguir um desiderato de 2ª ou 5ª categoria inspirado nas legitimas aspirações de Madrid que, estando entre as 16 áreas metropolitanas consideradas «motores europeus», sonha passar a «cidade global» como Paris e Londres.
 
É bonito, fica-lhe bem e aumenta-lhe «o índice de popularidade» tão querido aos que se consideram «líderes políticos». (Os «Planos estratégicos… para as calendas», publicitados ao fim de cada dois anos de mandato, são-lhe talismã!)
Todavia, a realidade do Município a que já longamente preside esse Grupo é bem diferente das condições elementares e básicas para tal objectivo.
 
Durante estes dois mandatos, o seu comando fraca dinâmica acrescentou ao desenvolvimento da Região. Meia dúzia de realizações aconteceram pelo balanço natural do(s) tempo(s).
 
O exercício das suas funções subordinou-o, com demasia opcional, aos compromissos, cumplicidades e conveniências partidárias, e até de simpatias particulares.
 
Ora, um edil jamais pode perder o sentido da Justiça e da equidade!
À Direcção do Município reconhecemos-lhe razão em considerar a Cidade de Chaves e o seu Município um “Pólo de Competitividade Regional”.
 
Mas não é possível afirmar-se como tal enquanto não for dotado de estruturas e redes de comunicação com os municípios vizinhos; Centros de Desenvolvimento do Conhecimento e Aplicação das Novas Tecnologias; conjunto de prestação de Serviços operacional e eficiente.
 
Colheu um bom exemplo na «América dos Pequeninos», onde está a renascer um novo espaço de urbanização do séc-XXI -   ««São nomes de comunidades rurais …, onde empreendedores lançam novos negócios, incluindo de alta tecnologia, e os projectam globalmente, colocando essas antigas localidades de "moços de aldeia" (classificação depreciativa) no mapa mundo»».
 
Chaves mais parece de costas voltadas para com os Concelhos vizinhos e amigos.
 
A coesão social e territorial que procura encontra-a com facilidade nos concelhos vizinhos do lado de dentro da fronteira. Faça, esse Grupo Dirigente, por isso e acontecerá com o mesmo, ou até maior, agrado com o que está a decorrer (para nosso agrado, também) com Galiza.
 
O exemplo de outros Municípios, até bem próximos, poderia ser um exemplo a seguir.
 
Na Idade Média, erguiam-se muralhas de pedra para separar a cidade do mundo rural.
 
A Idade Moderna aboliu essas muralhas criando novas áreas urbanas, com participação mais comunitária das classes sociais.
 
A Idade Contemporânea, na Lusitana nação parece querer erguer novas Muralhas e Fossos entre meia dúzia de pseudo-metrópoles e o resto dos povoados, convertendo, sim, centros urbanos com potencialidades inegáveis de desenvolvimento e crescimento, em Aldeias e «povoados» fantasma.
 
Além de Lisboa e Porto, mais meia dúzia de imitações de metrópole, consentidas para justificação de umas partidocráticas mordomias, pelo resto do País implantarão as suas «Ilhas de Páscoa»!
 
Claro, condenados à extinção, alumia-lhes a esperança acenada pelo novo conceito de cidadania   
 
- SOMOS EUROPEUS!
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