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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, cidade de Chaves, Portugal

14.02.08 | Fer.Ribeiro


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Tal como aquele jogados de futebol que chutava com o pé que tinha à mão, também eu vos vou trazendo por aqui as fotos que estão mais a jeito.

 

Pois aproveitando este Verão de Inverno vou tomando umas fotos extras com aquilo que fica mais à mão e que por sinal coincide com o que mais gosto, ou seja, fotos do nosso Centro Histórico numa daquelas passagens pelos mesmos sítios à procura de novos pormenores e descobertas e, claro que me surpreendo sempre.

 

Começo então pelo fim do dia com um pormenor visto dos jardins do castelo em que bastou afinar um pouco o olhar para conseguir a diferença da imagem. Está lá tal-e-qual eu a apresento aqui, basta seleccionar o olhar e esta imagem poderá ser sua a qualquer momento. Felizmente as máquinas fotográficas têm o dom de podermos limitar a um rectângulo aquilo que interessa.

 

Mas interessante mesmo continuam as ser as velhas portas e a roupinha dependurada a secar. Há quem não goste destas imagens, quem as considere “terceiro-mundistas”. Pela minha parte gosto da intimidade destas ruas, do pitoresco, da sua vida única e própria das pessoas que as habitam. Afinal são ruas do nosso povo genuíno e dos também genuínos flavienses, que conhecem cada pedra destas ruas melhor que ninguém. Pena é que sejam tão poucos os flavienses que habitam estas ruas e ruelas da nossa cidade medieval e que muitos a troquem pelas ruas na vertical de um qualquer mamarracho feito de um amontoado de betão armado.

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Mas vamos aos pormenores de uma simples porta de uma das muitas casas desabitadas do centro histórico e à roupinha, ou melhor, três simples panos de cozinha vermelhos a contrastar contra a parede. E tudo ficaria por aqui se não fosse mais um pormenor, que para mim até é simpático – o emblema do SLB.

 

Então viva o Benfica!

 

Há quem pense que expor e defender por aqui as minhas ideias e o meu sentir está errado, que não o deveria fazer, que deveria ser isento, ou melhor – cinzento! Mas definitivamente não o faço. Afinal este blog é um pouco de mim, um pouco do meu ser flaviense e um pouco do meu ser cidadão. A não ser assim, ele não teria razão de existir.

 

Não quero que me dêem razão a tudo que escrevo, não quero que vejam a cidade como eu a deixo aqui em imagem. È a minha maneira de sentir que deixo no que escrevo e são as imagens da cidade que eu vejo e sinto que vou deixando também por aqui. Se gostam e concordam comigo, tudo bem, estamos embarcados na mesma carruagem, se não gostam ou não concordam, tudo bem na mesma e ainda bem que assim é, pois não é minha intenção convencer-vos de nada e é sinal de que ainda podemos discordar, opinar e pensar por nós próprios. É uma das virtudes da democracia.

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Claro que isto nada tem a ver com os panos de cozinha ou com o Benfica. Sou simpatizante do Benfica por causa do Eusébio, como poderia ser do Porto por causa do Pavão ou do Sporting por causa doutro qualquer, tal como gosto do fado porque é português. Claro que por muito que discorde das politicas desportivas da nossa bola caseira, também sou do Desportivo de Chaves, mas também simpatizo com o Flaviense, nem que seja pelo bairrismo de serem flavienses. Mas tudo isto é clubismo e bairrismo em que todos estamos mais ou menos de acordo e as divergências clubistas até são salutares, senão com que brincávamos às segundas-feiras quando o nosso clube ganha ao clube do nosso amigo, ou o contrário, que também se aplica.

 

Mas este blog é dedicado à cidade que me viu nascer. Trago por aqui o meu sentir pela cidade, um sentir que quero e gosto de partilhar com quem me visita. Mostro aquilo de que gosto e evito trazer aqui aquilo que não gosto. Aponto-lhe as virtudes mas também não aguento, às vezes, em deixar por aqui aquilo que não me agrada. Posso estar errado, pois posso, mas é com sentimento que o faço, por gostar da cidade, por querer uma cidade melhor, por querer que respeitem aquilo que tem de melhor – a história de uma cidade milenar.

 

O post de hoje não pretende ser um lamento, mas antes um desabafo de quem há três anos anda por aqui todos os dias, com gosto e desinteressado, a trazer aqui o melhor que pode e sabe, mas também com alguns sacrifícios.

 

Assim, permitam-me (e sei que a grande maioria mo permite) que deixe por aqui um pouco de mim e também do meu ser flaviense. Permitam-me que seja sincero. Permitam-me trazer aqui a cidade de Chaves como eu a vejo e sinto. Apenas isso.

 

Aos flavienses ausentes e que estão longe das realidades da cidade, peço desculpas por este desabafo. Aos que habitam os mesmos dias como eu, neste viver diário da cidade, não peço qualquer desculpa, pois como eu sabem o que é viver em Chaves.

 

E para os que gostam do diz-que-diz e moços de recados (também bem flaviense) resumam o post de hoje aos dois últimos parágrafos.

 

Até amanhã, com mais um “discurso sobre a cidade”.

 

 

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