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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

As monumentais praças de Chaves (sem touros).

28.02.08 | Fer.Ribeiro


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Pois hoje vamos ficar pelas praças mais nobres que a cidade de Chaves tem, a Praça da República e a Praça de Camões.

 

São sem dúvida as praças onde mais maravilhas flavienses se concentram e um bom cartão de visita para a cidade de Chaves. Desde o pelourinho, à Igreja Matriz, passando pela Igreja da Misericórdia e terminando na Capela da Stª Cabeça, desde todo o casario de ambas as Praças, ao edifício da Câmara Municipal e do Duque, o antigo Hospital, o edifício da Sociedade Flaviense, e até a “casa da palmeira” pese o estado de meter dó em que se encontra, ainda faz figura, mesmo que triste.

 

Duas praças que ao longo das última centenas de anos, principalmente na última (a julgar por fotos antigas) assistiu a muitas transformações. O pelourinho da Praça da República jé esteve na Praça de Camões, a cobertura da torre sineira da Matriz já teve outra figura, o edifício do duque já teve outro piso, o próprio duque só passou a dominar a praça a partir de 1970, o velho e imponente olmo deixou saudades, ambas as praças já tiveram jardins, a praça da república já teve um edifício onde hoje está o pelourinho, a igreja da misericórdia já teve adro, a Praça de Camões já foi parque de estacionamento.

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As últimas grandes transformações terminaram em 1970, em que o tal olmo foi derrubado e o jardim da Praça da República desapareceu, tal como os separadores da Praça de Camões. Pessoalmente, gostava mais da versão anterior das duas praças, mesmo achado simpática a versão actual. Falta-lhe talvez um bocadinho de verde, mas vá lá que já há uma Tília que já começa a substituir a função do velho olmo.

 

Alterações, umas mais felizes que outras, mas mesmo assim, temos duas belas praças monumentais das quais qualquer flaviense (pela certa) se orgulha.

 

Mas também nestas duas monumentais praças,  as rosas têm os seus espinhos. Pois embora (exceptuando um ou dois edifícios particulares da Praça de Camões) todo o casario seja bonito e interessante, há pelo menos duas construções na Praça de Camões e a já mencionada “casa da palmeira”, além de duas construções do Largo Caetano Ferreira (que é uma extensão da Praça de Camões), que necessitam obras e urgentes. Todas elas desabitadas, ou praticamente desabitadas, necessitam de uma intervenção urgente, e embora aparentemente ainda não ameacem ruína, para lá caminham.

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Estas praças e todo o seu casario são do interesse público. Penso já haver legislação que contempla casos destes, o problema será o de sempre, primeiro desconhecimento da legislação e segundo o desinteresse e interesses dos seus proprietários. Nestes casos em que o privado entra no interesse público, na minha opinião, a lei deveria ser para cumprir e rígida, prevendo e incentivando o restauro dos edifícios e,  caso nada fosse feito por parte do proprietário, passar para a propriedade da Autarquia ou Estado. Teoricamente (a meu ver) seria uma boa solução, o problema é que o estado e também as autarquias, na maioria das vezes e em termos de recuperações, são bem piores donos que os privados. Ou seja, lá se vai fazendo vista grossa a estes casos até que um dia o mal caia por terra.

 

Mas nem sempre acontece assim, e um exemplo disso mesmo é a nossa Top Model Ponte Romana que desde ontem fechou ao trânsito para obras. Esperemos que finalmente, além do devido tratamento que merece, haja um bocadinho de respeito pela sua idade e importância e que depois das obras seja uma bela ponte pedonal.

 

Até amanhã, com mais um discursos sobre a cidade.