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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves do quase e do tudo!

05.03.08 | Fer.Ribeiro


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Se tivesse de fazer um resumo em imagem da cidade de Chaves, esta imagem caía nesse resumo que nem ouro sobre azul.

 

Aqui está (quase) tudo que há sobre Chaves cidade.

 

Um pouco de veiga onde o verde do “pão” se mistura com o amarelo tardio do nabal com os grelos em flor, as casas que avançam sobre os verdes e amarelos e os sarapintam branco e vermelho, um pouco das muralhas mamarrachais  de betão em torno e a querer entrar pela velha cidade, um pouco do verde escuro das centenárias árvores do Jardim Público, um risco de muralha dado pelo Baluarte do Cavaleiro, o emaranhado da cidade medieval debaixo do olhar atento e imponente  do Castelo, um pouco do (para já ainda) hospital, o pinhal que ainda resiste nos Aregos, a grandiosidade do Casino Chaves com o seu hotel ainda em construção e por fim um pouco do entalar das montanhas, das que sobem para o Barroso de Montalegre. Para a imagem estar completa, só nos falta mesmo um pouco do avistar das montanhas galegas.

 

Um resumo perfeito daquilo que somos, da nossa pequenez e grandiosidade, da nossa história e estupidez, do rural e urbano, da cor verde, amarela e azul da interioridade, um pouco da cor do dinheiro.

 

É esta a cidade de Chaves, que está longe de ser a cidade perfeita e bem longe do ser das cidades das luzes e das névoas de fumo. Uma cidade pequena, em tudo provinciana, mas contento-me por ainda ter montanhas azuis, grelos no nabal e verde na veiga, um castelo que ao longe ainda consegue mostrar a nossa história e sobretudo por  ter ainda a limpidez e pureza do ar, que ao longe, ainda me permite ver a cidade que nos viu nascer e que trazemos no coração, porque esta é a nossa cidade.

 

Até amanhã, de novo em Chaves, Trás-os-Montes, Portugal.

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