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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Seixo - Chaves - Portugal

09.03.08 | Fer.Ribeiro


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Tardou ir até ao Peto, mas agora até todos os dias. Claro que não vou parar de novo no Peto, mas como hoje paramos no Seixo, a passagem pelo Peto é obrigatória.

 

Mas é do Seixo que hoje se fala por aqui.

 

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O Seixo fica a 15 quilómetros de Chaves e a 2 quilómetros da sua sede de freguesia, que é Loivos. Ambas se situam junto ao pequeno vale que acompanha a Ribeira de Loivos, que mais além dará origem à famosa Ribeira de Oura. Curiosamente famosa pelo vinho e não pela água.

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Tal como Loivos, também o Seixo deixa as terras do pequeno, mas rico vale, para cultivo instalando-se a aldeia no sopé da serra de Santa Bárbara, que pelos acontecimentos, é serra que já está na história.

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De facto a Serra de Stª Bárbara foi ocupada pelas tropas liberais, quando em 1823, se travou a histórica batalha de Santa Bárbara, na qual, o então 2° Conde de Amarante e mais tarde o Marquês de Chaves, venceu as forças liberais do General D. Luís Rego, aprisionando nela o comandante da guarda avançada, o Brigadeiro Pamplona Moniz .

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A aldeia é pequena e o seu casario é o tradicional das aldeias rurais, constituído por dois pequenos aglomerados de pequenas casas de granito, mas também tem a sua Casa Grande, uma importante construção com capela incorporada na fachada e que segundo apurei foi da família Botelho, com origens em Vila Pouca de Aguiar. Casa onde viveu um cirurgião mor também dessa família. Um portal encimado por um belo ornato enquadrado entre dois pináculos, é memória expressiva da antiga grandeza.


Destaca-se ainda a capelinha da Senhora das Candeias em honra da qual celebram festa anualmente em 2 de Janeiro,  iniciando-se com a bênção das velas na Capela da Casa Grande, seguindo a procissão para a capela da Senhora das Candeias, onde acaba de se organizar para de seguida dar a volta à aldeia. A festa das Candeias também é designada por festa da Candelária e da Senhora da Luz.

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Da sabedoria e simplicidade do povo, feita de tradição, transmitem-se de geração em geração duas quadras ligadas às Senhoras que veneram:

 

Quando a Candeia chora,
Está o Inverno fora,
Se a Candeia rir
Está o Inverno para vir.

 

Se a Senhora da Luz chorar
Está o Inverno a acabar,
Se a Senhora da Luz rir,
Está o Inverno para vir.

 

E que mais há para dizer do Seixo!? – O costume. A agricultura é quem domina e quanto às suas gentes, se há coisa de 20 anos atrás houve necessidade de construir uma pequena escola para os seus “putos”, já há muito que fechou e, da escola já pouco resta, o vandalismo tomou conta dela. Ou seja já não há putos mas ainda vai havendo alguma canalha (pelo vandalismo) pois pela “obra de arte” que é a antiga escola, mais valia nunca ter sido construída, desintegrada que está em todos os aspectos.

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Pouca gente, que nunca foi muita, mas que ainda vai mantendo o pequeno vale tratado.


E pelo Seixo, por hoje foi tudo, mas pela certa que continuará a fazer parte e ponto de passagem de um dos itinerários simpáticos de um passeio de Domingo, principalmente de verão quando se aproveita a frescura dada pelas sobras das árvores que acompanham a estrada quase desde o Peto (outra vez), até Vidago.


Amanhã cá estaremos de novo com mais pormenores da cidade de Chaves.


Até amanhã.

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