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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Discursos Sobre a Cidade

14.03.08 | Fer.Ribeiro


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Um texto de Tupamaro

 

 

Os anos 60 foram uma enorme sangria das populações Tameganas.

 

O «salto» para a França, a «ida» para o Ultramar, o «empurrão» para o Porto e Lisboa, foram «doses de cavalo» para transformar uma Região fértil, populosa; com potencial para ser um baluarte da Modernidade que se avizinhava, numa «Cidade Triste de Névoa», desertificada, apagada.

 

Mal aproveitadas, as últimas décadas serão apenas um pouco de pó-de-arroz que meia dúzia de bazófias politiqueiros acrescentarão à panóplia das suas vaidades e ganâncias pessoais.

 

Em arroubos de faraónicos dons, atropelaram a História, enganaram o Presente, e atrasaram o Futuro da «NOSSA TERRA».

 

Na capital da Província, onde os actuais tribunos procuram as bênçãos para os seus (des)mandos, pelo “S. Pedro”, praticava-se, pelas ruas, desde a Capela Nova até ao fim da Avª. Carvalho Araújo, a “dança-guerreira”, ou «batalha», dos Pucarinhos.

 

A versão político-intelectual chegou a CHAVES  -   a Região está feita em cacos!

 

A árvore julga-se pelos seus frutos.

 

Pelos chãos da Alta -Tamegânia têm caído demasiados pútridos.

 

Os «encostos», “sopapos”,”ganchos de esquerda e de direita” que neste e noutros Blogues são lançados são lembretes para o principal adversário da «NOSSA TERRA»  - “o Governo de Lisboa”.

 

“De orelhas moucas” a Conhecimento e Sabedoria adquiridos na condição civil, enquanto embriagados pela condição politiqueira, não merecem tratamento diferente, porque não se encontram em estado de compreensão do que é a intervenção cívica de qualquer cidadão, nem tampouco da disponibilidade que qualquer um manifeste em colaborar.

 

Falta-lhes o espírito de missão.

 

Não admitem ser convencidos. Derrotados e/ou humilhados dizem-se “Não vencidos”!

 

E, assim, com uma postura faraónica que tanto os consola ver reflectida no espelho, determinam a perda de oportunidades históricas para as Gentes e para os Bens que administram.

 

Confundem a Região com a província das suas vaidades e dos seus interesses.

 

Embora os seus discursos, redondos, ribombantes em «politiquês», se assemelhem a devaneios de quem se olha ao espelho a fazer a Festa, a deitar os foguetes e a apanhar as canas, contêm a profecia de que CHAVES (Região) um dia será «grande»!

 

Decisões monocromáticas e opções obtusas têm conduzido a Região a desmembramento ou eliminação de centros de crescimento e desenvolvimento.

 

Perante uma passividade confrangedora (suspeitosa, até) dos «políticos locais», o Poder centralista alfacinha desrespeita descaradamente os mais elementares direitos dos Normando-Tameganos.

 

Tarda a libertação do fundamentalismo correligionário e a assumpção de uma ideal colectivo, de um Projecto definitivamente comum a todos os Alto -Tameganos.

 

Entre discursos com matizes de reclames a detergentes ou pastas dentífricas, as nossas ALDEIAS desmoronam-se, os nossos avós envelhecem tristemente, os nossos Jovens continuam a fuga para o litoral, para a Europa esclavagista, ou para as Américas de sonhos.

 

E os grandes trunfos que a Região podia e devia «bater na mesa» balda-os em renúncias inconcebíveis.

 

Chega de batota!

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