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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

29
Mar08

Póvoa de Agrações - Chaves - Portugal



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Há dias, por um quase indesculpável lapso, dediquei um post à Póvoa de Agrações com imagens de Pereiro de Agrações. Não teria dado conta se não tivesse sido alertado num comentário pelo Presidente da Junta das terras de Agrações. Claro que já fiz as devidas correcções e já pedi desculpas aqui no blog e pessoalmente ao Presidente da Junta, que verdade seja dito, não se mostrou incomodado em nada com o assunto, antes pelo contrário. Fiquei a pensar sobre o assunto, e para tudo há uma explicação, é que falar de Pereiro de Agrações e falar de Póvoa de Agrações, é quase falar da mesma coisa, ou seja, a identidade entre ambas é tanta, que tudo que disse sobre o Pereiro se aplica à Póvoa, quase sem excepção.

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Mas hoje (já confirmei e não há engano) vamos mesmo até à Póvoa de Agrações.

 

Geograficamente falando, quando nos referimos a Agrações estamos logo a referir-nos a uma pequena região que tem as mesmas características. São características de montanha em que tal como já disse anteriormente a respeito destas terras, as aldeias moldam-se e colam-se às suas respectivas montanhas e, conforme a montanha assim é a aldeia.

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Também a Póvoa de Agrações, além de se moldar e colar à montanha, entranha-se por ela adentro, confunde-se com ela, aconchega-se a ela, protege-se com ela. É tanta a intimidade e cumplicidade da montanha com a aldeia, que muitas das vezes a montanha entra com os seus grandes rochedos pelas casas adentro.

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Póvoa de Agrações é sede de freguesia, à qual pertencem as aldeias de Agrações, Dorna, Fernandinho e Pereiro.

 

Póvoa fica a 23 quilómetros de Chaves e o principal acesso (asfaltado) é feito a partir da famosa E.N. 314 até ao Carregal, aí vira-se à direita e é só seguir as placas. É o caminho mais longo, mas o melhor, pois se tomarmos o caminho mais próximo, via  Loivos e Pereiro de Agrações, temos entre o Pereiro e a Póvoa um estradão em terra batida, que embora transitável, é em terra batida. Pelo que conheço de todo o concelho, penso que só há três ou quatro casos de aldeias vizinhas e da mesma freguesia que têm ligações em terra batida, mas em nenhum desses casos é tão grave como entre o Pereiro e a Póvoa, pois embora apenas distem uma da outra cerca de 1 quilómetro por estradão, por estrada asfaltada são cerca de 30 quilómetros. Penso que um bocadinho de asfalto entre as duas aldeias, a todos ficava bem.

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Quanto a população residente é de 294 habitantes (dados para a freguesia do Censos 2001) contra os 631 habitantes que tinha em 1981 (dados Censos 1981 corrigido em 1989) e tenho pena de não ter dados dos anos 60 e 70, pois concerteza que a diferença ainda se avolumava mais. Embora os dados sejam da freguesia, a Póvoa, tal como todas as aldeias pequenas de montanha, tem contribuído para esse abaixamento da população residente, que é bem notória numa visita a aldeia, onde a pouca gente que a habita, está envelhecida.

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É mais uma das aldeias que a continuar como até aqui, estará quase condenada a desertificação total e a razão da partida (insisto) é sempre a mesma ou seja, desde que a agricultura deixou de render para as despesas, não há nada que prenda a gente jovem às aldeias. Já é comum este lamento e até já estamos habituados a ele, mas ainda há muita gente e resistentes que não se conformam com a situação e só a morte os fará desabitar estas aldeias. Entretanto, quem manda e pode, assiste impávido e sereno à morte desta aldeias que vistas de S.Bento ou Terreiro do Paço e doutros Paços mais próximos, são apenas paisagem de montanha.

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E desculpem mais uma vez os lamentos, mas dói entrar numa aldeia e não ver ninguém na rua.

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Póvoa de Agrações, freguesia, tem uma área total de 7,93 km2 e a sua principal produção é a castanha, dada a sua localização, nas encostas da serra da Padrela que a separa das terras de Aguiar. No seu espaço rural são vastos os soutos de castanheiros e nogueirais entremeados com algumas manchas de pinheiros. Pequenas vinhas, algumas oliveiras e as hortas circundam as aldeias da freguesia, mas o seu forte é mesmo a castanha dos seus centenários castanheiros, alguns com troncos que rondam pela certa entre os dois e três metros de diâmetro. Castanheiros de respeito.

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Póvoa de Agrações é muito antiga com uma situação junto a um povoado castrejo. Foi uma das pobras de que falam as Inquirições de D. Afonso III, que eram verdadeiros lugares de refúgio e de defesa na Reconquista Cristã.

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Possui uma bonita Igreja barroca com um frontão triangular, um óculo, dois pináculos e como remate uma artística torre sineira galaico transmontana.

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E por terras de Agrações por hoje é tudo. Mantém-se a promessa de que iremos em formato alargado até Fernandinho e Dorna num destes fins-de-semana.

Entretanto amanhã cá estarei de novo com mais uma aldeia do nosso concelho.

Até amanhã.

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