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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

25 de Abril - Sempre

25.04.08 | Fer.Ribeiro


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E hoje, ainda antes de entramos no discurso sobre a cidade, temos post extra, pois hoje é dia 25 de Abril e, eu ainda sou dos que comemora esta data.

 

Reli o que escrevi no ano passado e continua actual, por isso aqui fica outra vez, sem lhe retirar uma única linha:

 

A idade ensina-nos muitas coisas, uma delas é como se faz a história.

 

Confesso que nos meus tempos de estudante nunca fui amante de história, mas uma coisa aprendi – é a de que a história tem sempre duas ou mais versões, dependendo, claro, de quem a faz. Com o tempo comecei a aprender a gostar da história, principalmente daquela que directamente nos diz respeito. A história da família, a história dos amigos, a história da minha cidade, a história do meu país e por aí fora, numa descoberta que é afinal a descoberta de nós mesmos e do nosso passado, que tanto dita o presente.

 

Mas há aquela história em que nós próprios somos historiadores e em que podemos contribuir com a nossa versão para a verdade dos acontecimentos e para que se faça história, simplesmente porque a vivemos e somos parte ou intervenientes do acontecimento. É o que se passa com o 25 de Abril, que embora historicamente recente já é tão deturpado, principalmente pelas camadas mais jovens e nascidos após o acontecimento, é certo que inocentemente e sem culpa, por parte deles, mas já sem inocência e com culpa por parte de quem lha deturpa.

 

Da minha parte, e enquanto for vivo, farei o meu culto ao 25 de Abril, ao antes ao durante e ao depois, que embora com apenas 14 anos aquando da “revolução”, deu para perceber, a partir de aí, o verdadeiro significado da palavra LIBERDADE, como por exemplo a liberdade do poder estar aqui todos os dias, neste blog, a publicar as imagens que me der na gana e a escrever aquilo que me vai na alma, sem traços azuis da censura e sobretudo sem medo, mas sempre consciente que a minha Liberdade termina onde começa a Liberdade dos outros.

 

Com todos os defeitos que a democracia possa ter, para mim: 25 de Abril, Sempre!

 

E agora o regresso a nossa cidade, onde o verdadeiro 25 de Abril de 1974 só chegou às ruas no dia 1 de Maio. Para comemorar a data, saí ontem à procura de uma imagem e de um símbolo da liberdade e, se no ano passado o encontrei dependurado, de cabeça para baixo, numa varanda da Rua de Stº António, este ano optei pela Rua Direita, e também lá estava, já meio amassado e entre o lixo de um florista,  bem mais próximo da realidade dos nossos dias em que símbolos e ideologias para os nossos governantes já pouco valem, pois o que vale mesmo é o poder.


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