Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

TEF - Teatro Experimental Flaviense, nova peça de Teatro.

07.05.08 | Fer.Ribeiro


.

 

De vez em quando este blog trás por aqui os acontecimentos e eventos que vão acontecendo na cidade. Embora carente de grandes acontecimentos desportivos,  culturais e artísticos, vão acontecendo alguns e até com alguma regularidade associados a grupos e associações.

 

Todos temos saudades dos grandes tempos e alguns grandes espectáculos que passaram pelo Cine-Teatro de Chaves. Todos lamentamos também que aquela grande sala de espectáculos esteja fechada há mais de vinte anos e não haja nenhum projecto nem intenção da sua recuperação, mas temos, ao longo destes tempos, sido injustos para quem tem preenchido a lacuna do antigo cine-teatro de Chaves e que tem sido o TEF – Teatro Experimental Flaviense.

 

Pois hoje da minha parte e aproveitando o lançamento de mais uma peça de teatro por parte do TEF, faço-lhe aqui no blog a minha humilde homenagem que só peca por tardia.

 

RESUMO HISTÓRICO DO TEATRO EXPERIMENTAL FLAVIENSE

 

O TEF - Teatro Experimental Flaviense, CRL é uma Cooperativa Cultural que foi fundada em 20/01/1980.

 

Para além do teatro nas vertentes de produção, representação, formação, festivais e apoio ao renascer do Teatro Popular, realiza outras actividades tais como: animação cultural, ocupação de tempos livres e várias actividades específicas para jovens como ateliers e estágios de estudantes, exibição regular de cinema a publicação de uma revista literária a "Teatrando", desenvolve ainda projectos especiais como: a realização da "Hora do Conto" em todos os estabelecimentos de ensino básico dos concelhos da região do Alto Tâmega, espectáculos para a sensibilização sobre a manutenção da floresta e a prevenção de incêndios, o desfile Romano na cidade de Chaves e em Espinho e o projecto T ALIA com a montagem da lenda flaviense "Maria Mantela".

 

É proprietário do Cine Teatro Bento Martins - em Chaves - que é a sua actual sede. Espaço moderno, bem equipado e com boas condições para a realização de actividades como. teatro, cinema, música e dança e onde realiza a maioria das suas actividades.

 

A componente de itinerância com que de inicio ganhou nome, continua a ocorrer, quer em Portugal quer em Espanha, já esteve em mais de 100 localidades diferentes, destacando-se as principais cidades do país: Lisboa, Porto, Coimbra, Viseu e Setúbal, mas é nos Distritos de Vila Real e Bragança que incide o seu principal raio de acção.

 

Para a encenação das principais peças de teatro tem convidado Profissionais (à excepção do primeiro) com provas dadas no teatro, foi o caso de Bento Martins (do Teatro de Carnide), Roberto Merino (Professor do Instituto Piaget de Gaia), Ruy de Matos (Teatro Nacional D.Maria II), Manuel Geraz (Centro Cultural do Minho), Carlos Martins (profissional de Lisboa), Helder Gamboa (profissional de Lisboa), actualmente e pela segunda vez Ruy de Matos;

 

Ao longo dos seus 28 anos de actividade contínua, recebeu vários prémios e menções destacando-se: o Prémio Podium 92, Prémio Alto Tâmega 93, Prémio Podium 99, Prémio Especial do Júri dos Prémios Podium 2005 e a Medalha de Mérito Municipal - Grau Bronze, atribuída pela Câmara Municipal de Chaves em 2001.

 

Possui o Diploma de Pessoa Colectiva de Utilidade Publica, concedido pelo Governo e publicado no Diário da República em 04/05/96.

 

É um Centro de Cultura e Desporto do INATEL, Associado da ADRAT, da Associação Chaves Viva e da ANTA - Associação Nacional de Teatro de Amadores, da UNINORTE e da ARTICULA.

 

E depois de um pouco do seu historial vamos então à peça “A Rainha Louca, o Riso e a Morte” que estará em cena dias 15, 16, 17 e 18 deste mês, às 22h00 no Cine Teatro Bento Martins, no Largo do Monumento em Chaves. A peça é encenada por Ruy de Matos do Teatro D.Maria II  numa adaptação da peça de Michel de Ghelderode – o Escorial, cabendo-lhe ainda a ele (Ruy de Matos) para além da encenação, a adaptação, cenários e figurinos, desenho de luz e desenho de som. Quanto a actores, temos a prata da casa com Elsa Moço, Maria José, Carla Marisa e Rufino Martins. Luís Pinto será o técnico de som e operação, Valdemar Coutinho o técnico de Luz e operação. Olinda Salomé a Mestra de Guarda-roupa. Anabela Martins a auxiliar de Guarda Roupa. A Direcção técnica de montagem e execução será de António Martins e Rufino Martins. A Contra-Regra é de Teresa Dias e o Design de Joana Coelho.

 

Segundo palavras de Rufino Martins, Director do Teatro Experimental Flaviense esta peça  “Foi uma escolha virada para a qualidade, neste espectáculo o teatro vai estar presente com toda a sua força, a sua montagem está em boas mãos, o Teatro Experimental Flaviense só tem tido bons trabalhos dirigidos pelo Ruy de Matos e este vai confirmar a sua mestria como encenador, neste texto o drama é bem patente e os amantes do teatro não irão ficar desiludidos.

É a 483 produção do Teatro Experimental Flaviense que continua a ter um papel importante na área do teatro e não só. As diversas actividades culturais realizadas até hoje bem merecem o estatuto que lhe foi concedido pelo governo 4e "Entidade de Utilidade Pública" assim como os vários prémios que lhe têm sido concedidos ao longo dos anos.”


.

.

 

E do TEF, por hoje, só falta mesmo deixar por aqui os contactos:

 

Cine Teatro Bento Martins - Lg do Monumento, Ed. Nova York - 5400-409 Chaves TelefonelFa.x 276 333 919

E-mail:tefchaves@mai1.telepac.pt

 

Para finalizar só mais duas palavrinhas, alguns devaneios e sonhos.

 

O TEF, em termos de teatro, cinema e até formação teatral, artística e outras actividades, tem preenchido uma grande lacuna cultural flaviense, a do teatro e cinema. Penso que nunca foi acarinhado por parte das entidades competentes, principalmente locais, como o merece. Tem uma sala de espectáculos pequena mas intimista e está de pé graças à carolice do grupo que fizeram do Teatro a sua paixão. Mas o TEF, pelo que tem feito pela cultura em Chaves,  merecia mais, muito mais, e embora a sua sala de espectáculos até seja simpática, não tem condições para receber um grande espectáculo e está limitado em números de lugares (pouco mais de 200 lugares).


O TEF ao longo destes 28 anos de actividade contínua já deu provas do que é capaz e da sua honestidade como um promotor da cultura em Chaves e, não desprezando a sua sala de espectáculos/sede, merecia muito melhor. A minha opinião nada conta, já o sei, mas posso ter os meus devaneios e sonhos, assim, se fosse eu o xerife da cidade, arranjava bem arranjadinho o antigo espaço do cine-teatro, que até já tem projecto de um arquitecto a sério e não desses que só projectam eiras, embrulhava-o bem embrunhadinho e oferecia-o ao TEF. E o maluco sou eu, né!?,  já o sei, por isso mais vale terminar por aqui.

 

Os meus sinceros parabéns para o TEF e merda para esta nova peça de teatro, pois acho que é assim, em linguagem teatral, que se deseja boa sorte.

 

Até amanhã, de novo com o coleccionismo de temática flaviense.

3 comentários

Comentar post