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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Os olhares sobre a cidade de António Batista

13.05.08 | Fer.Ribeiro

Foto de António Batista

 

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E hoje como é terça-feira temos um olhar diferente do meu . Os olhares de hoje são de António Batista, que mais uma vez descobri no flickr. Sobre o autor pouco sei e apenas lhe conheço a sua galeria de fotos, pouco mais de uma centena e meia onde se podem ver olhares de Chaves, Porto, Zimão (suponho que do concelho de Vila Pouca), Brasil, Espanha e Roma.

 

Da galeria do autor de hoje tudo parece ser uma galeria onde reúne as suas fotos de viagens. Claro que como flaviense sinto-me sempre honrado em que Chaves esteja no itinerário das viagens dos turistas, sejam eles nacionais ou estrangeiros e, tenho esta “doentia” curiosidade pelos olhares que eles levam registados da nossa cidade que demonstram também um pouco do que foi a sua passagem pela cidade.

 

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Cada um regista aquilo que mais lhe desperta o olhar que o leva  ao click da máquina fotográfica. Pois estes são os olhares de António Batista que passou por Chaves em Agosto de 2007 e a registou para todo o sempre em fotografia.

 

Como de costume deixo o link para a sua galeria de fotos no flickr: António Batista .

 

Aproveitando o tema da primeira foto de hoje, a ponte romana, queria acrescentar um pouco ao post de ontem.

 

Quanto ao jardim público, pouco mais há a dizer e, o que de mau se tem feito por lá, começa logo pela localização do próprio jardim, pois sempre foi feito de asneiras em cima de asneiras. A primeira asneira é um bom exemplo de quem é que manda nas cidades, que embora pareça que são os políticos, na realidade não passam de fantoches nas mãos de quem os domina, ou seja o poder económico. Sotto Mayor, como banqueiro que foi, teve esse poder sobre a cidade e, embora tivesse construído o Jardim Público e doá-lo à cidade, não podemos esquecer que para o construir teve de demolir as muralhas seiscentistas que existiam no local, e que o mesmo jardim, não era mais que o prolongamento dos jardins do seu palacete.

 

Poderemos dizer obrigado ao Cândido Sotto Mayor pela oferta do jardim!?

Da minha parte penso que as muralhas eram bem mais importantes que o jardim, e que o Sotto Mayor, de cândido nada tinha para além do nome. Mas outros falsos cândidos andam por aí hoje em dia…

 

Mas pelas antigas muralhas da Madalena já nada há a fazer e hoje temos mesmo é que o preservar e até zelar por um pecado do passado…ironia do destino.

 

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Infelizmente os pecados ainda se cometem hoje em dia e, tal como se diz nas aldeias, há que dar nomes aos bois. Recordo que Alexandre Chaves avançou e executou a Ponte de S.Roque para resolver parte dos problemas de trânsito da cidade e retirar o trânsito da Ponte Romana. Não teve a coragem necessária, ou poder, e a única coisa que conseguiu foi retirar um dos sentidos de trânsito. A história repete-se, pois também o actual projecto da recuperação da ponte romana (segundo li na imprensa local do último fim de semana) também foi concebido para retirar o trânsito da ponte, mas ao que a mesma imprensa diz, o trânsito automóvel é para continuar sobre a ponte e sobre 2000 anos de história, sem qualquer respeito pelas mesmas, ou será que o fantasma do cândido Sotto Mayor ainda reina pelos lados da Madalena!? Ou serão outras candidiazes!?

 

Haja coragem ou, como diz o povo, tomates, para fazer aquilo que deve ser feito.

 

Só me resta mesmo, ainda a respeito do tema, agradecer os 3 comentários do post anterior e, quanto ao último comentário, eu não tenho condições para levar a efeito tal empreitada, mas pela certa que tal seria bem-vinda. Voluntários procuram-se, mas suspeito que como sempre a fruta fique bem acomodada e conformada num sofá.

 

O meu pedido de desculpas ao autor das fotos de hoje por aproveitar as suas imagens para mais um desabafo.

 

Até amanhã!

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