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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

O olhar de Francisco Oliveira sobre a cidade

03.06.08 | Fer.Ribeiro

 

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Como vem sendo hábito, as terças-feiras são dias de um outro olhar sobre a cidade de Chaves. Hoje temos o olhar de Francisco Oliveira.

 

Não é por bairrismo, mas o centro histórico de Chaves e as nossas aldeias, principalmente as mais típicas, são um paraíso para qualquer amante de fotografia e, ainda temos a mais valia do Rio Tâmega e das montanhas. Chaves é fotogénica, Chaves encanta.

 

Acho que qualquer flaviense se sente babado por ver uma boa foto de Chaves. A foto de um pormenor, de uma porta, de uma clarabóia, dos jardins, das nossas ruas e ruelas medievais, mas há motivos aos quais qualquer fotógrafo se rende.

 

Não fugirei à verdade se disser que o motivo que melhores fotografias proporciona é a nossa Ponte Romana e o conjunto de casario da Madalena, não fosse a ponte a nossa Top Model, por e com todo o direito. Mas, curiosamente, não é o motivo mais fotografado, pois nos últimos anos tenho observado para onde apontam as objectivas das máquinas fotográficas que nos visitam, e rara é aquela que não são apontadas para a torre de menagem, ou castelo, se preferirem. A razão penso que é simples, pois por cá o turismo, geralmente, faz-se por conta própria e o castelo, mesmo com as muralhas de betão, ainda vai sendo visível ao longe e atrai ou serve de ponto de referência.

 

Atraídas pelo castelo, na sua procura, as objectivas são atraídas por outro dos motivos mais fotografados da cidade, que é o conjunto de casario da Praça do Município (traseiras da Câmara). A palete de cores do conjunto, as varandas, os telhados e até a fruta da esquina, para não falar dos pasteis, são sem dúvida alguma um bom postal ilustrado de Chaves e só não o é com toda a genuinidade, porque geralmente emarenhado dos carros estacionados estragam aquilo a que poderemos chamar “great shot” ou uma foto perfeita.

 

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O nosso convidado de hoje traz-nos ainda outro motivo de interesse que tem tanto de urbano como da natureza – as cegonhas. Uma imagem que está associada ao nosso imaginário de infância e dos contos de encantar. A velha cegonha que trazia os bebés de França ou de Paris, há coisa de 10 anos para cá, têm feito de Chaves um poiso para os seus próprios bebés e a comunidade não tem crescido mais, por ausência de pontos altos para os seus ninhos, uma vez que os postes de alta-tensão, ano-após-ano, lhes têm sido vedados. Curioso o aparecimento desta ave em Chaves, que está associada à maternidade, precisamente quando o senhores de Lisboa se decidiram pelo fecho da maternidade do nosso hospital. Seria um prenúncio do Norte ou estarei a fazer confusão com a canção!?

 

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Bom, como sempre também hoje deixo um linck para a galeria do nosso fotógrafo convidado. Mais uma galeria cheia de boas fotos e excelentes olhares do Norte. Linck aqui. Quanto a Francisco Oliveira, para além do nome e dos seus olhares, nada mais sei. Sei que passou por Chaves e fez três excelentes registos na nossa cidade e que a sua galeria de fotos merece ser visitada.

 

Até amanhã, de novo em Chaves cidade.

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