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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

10 de Junho - Viva portugal!

10.06.08 | Fer.Ribeiro

 

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Hoje é terça-feira, dia de um olhar diferente sobre a cidade, mas também é dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, um dia especial para a nacionalidade, e assim, o olhar diferente sobre Chaves fica adiado por uma semana.

 

Eu sou dos que gozo plenamente os dias a vermelho no calendário, não só porque é dia de descanso, mas também porque é dia de comemoração de qualquer coisa com significado. Claro que há dias a vermelho no calendário que têm mais significado que outros, sentem-se mais, tocam-nos mais fundo. O de hoje, é o da nossa nacionalidade, do ser português, das nossas cores, do verde e vermelho, mas sobretudo, o das Comunidades Portuguesas, pois são essas que vivem e sentem este dia verdadeiramente. Quanto ao Camões, aqui as coisas já piam mais fino e, sem qualquer polémica, nunca entendi verdadeiramente o porquê do seu nome ter de constar no dia de hoje. Sinceramente nunca o entendi, para mim o dia de hoje, na perfeição, seria Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

 

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Mas hoje quero mesmo é dedicar este post às Comunidades Portuguesas que andam lá fora a lutar pela vida, pois são elas que vivem verdadeiramente este dia, dedico-o principalmente aos elementos flavienses dessa mesma comunidade que está espalhada por todo o mundo e, em especial aos visitantes deste blog que vêm aqui beber um pouquinho da terrinha e tentar matar as saudades, aliás são eles uma das razões de existência deste blog e de ele ainda se manter online, pois se não fosse pelos flavienses ausentes, este blog já há muito que tinha morrido.

 

Dia das comunidades portuguesas, as mesmas que nos representam por esse mundo fora e que demonstram a nossa grandeza e coragem de partir à aventura e, simultaneamente, a realidade portuguesa de sempre, deste cantinho plantado à beira mar, deste mar salgado feito por muitas lágrimas de Portugal, como diria o poeta Maior e, que eu hoje acrescentaria, “deste mar cada vez mais salgado com as lágrimas de Portugal”.

 

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Mas podemos ter um Portugal rotinho de todo, o pobrezinho da Europa com a mania das grandezas, do Camões e dos descobrimentos do mundo além mar, que contesta na rua a crise financeira e social, que se “envergonha” e ri das politiquices e dos políticos que tem, que lançam projectos megalómanos de TGV’s, aeroportos internacionais que exasperam o orgulho da grandiosidade de um Portugal que está cada vez mais difícil de viver em e com dignidade, mas que, quando ouve um fado, o hino nacional, e verde e vermelho da bandeira nacional ou a selecção de futebol de Portugal entrar em campo, as lágrimas espreitam no olhar e a pele de galinha pica-nos o corpo todo, porque é do nosso Portugal que se trata, o único país em que se canta o fado e vive a palavra saudade, além de sermos bons na bola.

 

Contra os canhões, contra tudo e contra todos, VIVAM AS COMUNIDADES PORTUGUESAS, E VIVA PORTUGAL, do fado, da saudade, da Amália e do Eusébio e do mar salgado das lágrimas de Portugal, mas também do bacalhau … ah!, e viva o vinho verde, o maduro e o garrafão e a Selecção (da bola), o pão centeio, as azeitonas e o presunto, de Chaves, claro!

 

Viva o 10 de Junho, Viva Portugal e principalmente as Comunidades Portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo a quem, repito, dedico o posto de hoje.

 

Até amanhã, de regresso à cidade de Chaves.