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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Dois vídeos ao preço de um - Coral de Chaves e Perícia

23.06.08 | Fer.Ribeiro

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O prometido, neste caso, é de vídeo!

 

Já há muito que andava a prometer a alguns amigos que um dia iria assistir a uma actuação do Coral de Chaves. Pois no Sábado passado, esse momento aconteceu, precisamente quando o Coral de Chaves levou a efeito o XIII encontro de coros da cidade de Chaves, na Capela do Forte de S.Francisco - Hotel e intitulado “ a canção popular portuguesa e as suas metamorfoses”.

 

Mas fiquemos a conhecer um pouco do Coral de Chaves.

 

Fundado em Outubro de 1992, constitui-se como Associação Cultural, sem fins lucrativos, no ano de 1994. Tendo como principal objectivo a divulgação da música coral-polifónica, a sua acção tem-se feito sentir através de um vasto reportório de música sacra, litúrgica e profana, englobando peças de um vasto número de compositores de vários períodos da História da Música.

 

Teve a sua estreia oficial em Dezembro de 1992 e, desde então, tem mantido uma presença regular em Encontros de Coros, tanto em Portugal como em Espanha, e respondido, sempre que possível, às solicitações de entidades e organismos públicos e privados. Das diversas actividades que desenvolveu até ao momento são de destacar a organização anual de um Encontro de Coros em Chaves; a realização de concertos nas localidades do meio rural da região; a participação na gravação do CD intitulado Os Melhores Coros Amadores da Região Norte em Março de 1997; a presença na Expo/98, integrando o programa da Santa Sé, em representação da Diocese de Vila Real; a deslocação ao Luxemburgo em Outubro de 2004, aquando da geminação entre as cidades de Chaves e Differdange; a estreia mundial, no ano 2006, do Oratório Travessia do compositor Joaquim dos Santos, em colaboração com os cantores Inês Villadelprat, Fernando Guimarães e Rui Taveira, a Orquestra do Norte com os maestros Manuel Teixeira e José Ferreirâ Lobo; apresentações públicas do oratório em Alijó, Chaves, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real;em Abril de 2007, viagem a Itália para realização do concerto, gravado ao vivo, do Oratório Travessia, na igreja do Instituto de Santo António dos Portugueses em Roma, com a soprano Inês Villadelprat, e o tenor Fernando Guimarães, estando a Orchestra Sinfonica Tiberina sob a direcção do maestro Massimo Scapin; edição do concerto em CD Duplo; o Concerto de Natal de Dezembro de 2007 que contou com a colaboração de uma Orquestra de Câmara e da solista Mónica Fernandes; no concerto de Páscoa de 2008 estreia, com subsequente apresentação, a Paixão segundo S. João de Joaquim dos Santos, contando com a colaboração dos cantores José Carfos Miranda, Bruno Nogueira, Ana Santos e Liliana Coelho.

 

De realçar é, também, o facto de lhe ter sido atribuída, pela Câmara Municipal de Chaves, a medalha de mérito municipal - grau prata, no dia 8 de Julho de 2007 e em Abril de 2008 foi galardoado com o Prémio Podium 2007 na categoria Prémio Especial do Júri, instituído pela Rádio Fórum Boticas.

 

O seu principal suporte financeiro é a Câmara Municipal de Chaves, mas conta com o apoio dos sócios coralistas, dos Amigos do Coral e, pontualmente, de outras Instituições.

 

Entre Outubro de 1992 e Setembro de 2007, o Coral de Chaves foi dirigido de forma magistral pelo Padre Fernando Silva de Matos, homem de qualidades musicais e humanas admiráveis, que deixou para sempre no coro a sua distinção. Desde Outubro de 2007, a direcção musical do grupo é da responsabilidade de Nuno Costa.

 

Realce também para o responsável pela direcção musical, Nuno Costa, que com apenas 21 anos de idade, segundo me dizem, dirige (musicalmente) de forma magistral o Coral de Chaves.

 

Nuno Costa é natural de Cerva (Ribeira de Pena), nasceu em Novembro de 1986.

 

Tendo iniciados os seus estudos musicais desde muito cedo, frequenta, neste momento, no Conservatório de Música do Porto o Curso Complementar de Piano na classe da professora Manuela Costa. Também é aluno do IPP - ESMAE, no curso de composição.

 

Agora os apartes e algumas verdades a que tive acesso. Embora no texto a sépia se diga que “o seu principal suporte financeiro é a Câmara Municipal de Chaves”, se não fosse a carolice e apoio financeiro dos coralistas, este coral já há muito que tinha deixado de existir, pois o apoio da Câmara, nem sequer chega para pagar uma refeição aos Corais convidados para o encontro e que se deslocam à cidade gratuitamente e por conta própria. Claro que tudo isto é dito a boa maneira do jornalismo sensacionalista, sem qualquer confirmação e apenas baseado no que ouvi dizer.

 

Claro (também) que a Câmara não tem obrigação de financiar este tipo de grupos e acontecimentos culturais, tal como o Coral de Chaves, também não tem obrigação de proporcionar (gratuitamente) espectáculos destes para a cidade de Chaves, que por acaso até fazem parte da agenda de eventos culturais que a Câmara distribui todos os meses, mas eventos destes acontecem e ainda bem que acontecem. Entre zunzuns, houve também quem estranhasse (pela positiva) a presença de um vereador da Câmara Municipal no espectáculo de Chaves, pois ao que ouvi dizer, não é habitual (também não são obrigados a gostar de cultura, perdão! de música coral).

 

E sobre o Coral de Chaves é tudo. Gostei do espectáculo, gostei de os ouvir e agora que os  descobri (pecado meu este sem desculpa), prometo ouvi-los mais vezes.

 

E sem ser para agradar a Gregos e Troianos, fica um outro vídeo, bem diferente do primeiro, com outros sons que nada têm a ver com corais. Mais à frente compreenderão o porque.

 

 

Pois este fim-de-semana dediquei-o à cultura, e ainda dizem que em Chaves não acontecem coisas!

 

No seguimento do momento cultural de Sábado à noite, reservei o Domingo à tarde para uma visita com a devida calma à Bienal de Chaves, que como o nome diz, deveria acontecer de dois em dois anos, mas que na realidade acontece de 10 em 10 ou mais espaçado ainda. Mas há que aproveitar estes momentos, e lá fui até o Pavilhão do Gatat (ou Ex-Gatat, pois também este já se foi), que afinal estava fechado. Estupidez minha, pois a Bienal este ano realiza-se em três locais diferentes, a saber: No Centro Cultural, na Biblioteca Municipal e, ao vivo, nas Freiras, que posteriormente (penso que por causa da torreira do sol) foi transferido para o Jardim do Tabolado.

 

E passa não passa o tempo, lá pelas 4 da tarde estava à porta do Centro Cultural, por sinal também fechado. Desloquei-me à Biblioteca e também estava fechada, fui ao Tabolado e a tal Bienal ao vivo, embora aberta, não tinha escultores nem espectadores, mas estava por lá muita madeira já trinchada, com algum trabalho de artista. Enfim, rabo entre as pernas, “volta para o sofá de onde não deverias ter saído”, aliás os 34º C convidavam a isso mesmo.

 

De volta a casa, no parque de estacionamento do E’Leclerc, aconteciam coisas, pelo menos a julgar pelo pessoal que ocupava todos os locais de sombra no local. Teriam mudado para ali a Bienal!?... Fui ver, e não era a Bienal, mas uma prova de perícia automóvel, o “Troféu de Perícias Automóvel E’Leclerc”, e ainda dizem que na Madalena não acontecem coisas. Acontecem e até me salvaram do deprimente sofá de um Domingo à tarde. Enfim, troquei uma tarde cultural por uma desportiva, o que já não é mau.

 

Até amanhã. Quanto à Bienal, vou tentar no próximo Sábado, pois o meu horário de trabalho não é compatível com exposições durante a semana.

 

Até amanhã.

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