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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Coleccionismo de Temática Flaviense - Pratos e Festas da Cidade

03.07.08 | Fer.Ribeiro

 

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Prato em estanho com o Brasão da Cidade de Chaves.

 

Edição da Câmara Municipal de Chaves, não numerada e com número de exemplares desconhecido. Diâmetro de 130mm. Com gravação na base a alto-relevo onde constam além das oficinas de fabrico, a percentagem de estanho, a origem do fabrico e a assinatura do escultor da peça ou seja:

 

Grão-Mestre

Estanho 98%

Made in Portugal

Pereira Ribeiro (assinatura)

 

O prato, à semelhança de outros no género no mesmo material ou outros materiais como a porcelana, foi mandado executar pela Câmara Municipal para oferta de cortesia a visitas ilustres, visitas oficiais e lembrança de eventos oficiais realizados na cidade.

 

Aproveitando a oportunidade de o tema de hoje estar relacionado com eventos e coisas oficiais da Câmara Municipal, deixo por aqui o programa oficial das festas da cidade, que já tiveram início no dia 1 e terminam no próximo dia 12 de Julho. Programa que foi lançado com o título Chaves em Festa – 2008

 

Dia 1 – terça-feira

Unión Salsera

22H00 - Praça de Camões

 

Dia 2 – quarta-feira

Concerto Função Públika

22H00 – Praça de Camões

 

Dia 3 - quinta-feira

Chaves na Moda

22H00 – Praça de Camões

 

Dia 4 - sexta-feira

XVI Maratona Futsal Cidade de Chaves

Pavilhão Municipal de Chaves

 

Dia 5 – sábado

Concerto da Orquestra do Norte

22H00 – Praça de Camões

 

Dia 6 – domingo

Suponho que deverá ser dia de descanso, pois no programa nada consta

 

Dia 7 - segunda-feira

Banda Musical de Rebordondo

22H00 – Praça de Camões

 

Dia 8 - terça-feira

Hastear da Bandeira Nacional

Com a presença das bandas filarmónicas

10H00 – Praça de Camões

 

Cerimónia Oficial do Dia da Cidade

Entrega de Condecorações Municipais

11H30 Centro Cultural de Chaves

 

Abertura da Exposição Festimage

15H30 – Ex- Cine-Teatro

 

Inauguração das Esculturas da Bienal  de Arte de Chaves

Centro Cultural de Chaves

Biblioteca Municipal

 

Bandas Filarmónicas de Outeiro Seco

Torre de Ervededo e Loivos

22H00 – Alameda de S.Roque

 

Fogo de Artifício

00H00 – Alameda de São Roque

 

De dia 8 a  dia 14

Campeonato do Mundo de Pesca de Veteranos

Alameda de S.Roque

 

Dia 9 - quarta-feira

Concerto da Associação Cultural Flaviense

22H00 – Praça de Camões

 

Dia 10 – quinta-feira

Jazz Bossa Antigua

22H00 – Praça de Camões

 

Dia 11 – sexta-feira

Banda Musical Flaviense “ Os Pardais”

22H00 – Praça de Camões

 

Dia 11 e dia 12 (sexta-feira e sábado)

Rock Chaves Festival 2008

22H00 Forte de S.Neutel

 

 

Claro que no programa oficial onde consta Praça de Camões, deve-se ler Praça do Duque (de Barcelos ou de Bragança - um pormenor toponímico ou de pura teimosia deste blog).

 

Claro que há alguns apontamentos a fazer às festas da cidade.

 

Sem por em causa o programa das festas, a qualidade ou falta dela ou as oportunidades para… começa-se pela data de dia 8 de Julho, que embora até nem seja polémica não é consensual, mas é a data oficial do dia da cidade. Dia da cidade que durante anos a fio se traduziu num feriado municipal sem qualquer festejos e, como não está associada a um(a) santo(a) (popular ou não), nunca teve aquele cariz de festa tradicional e popular de missa e procissão na rua, banda no coreto e foguete no ar. Nas últimas dezenas de anos tem-se tentado fazer as festas da cidade, mas a meu ver, sem qualquer sucesso e sem criar tradição, pois penso que ainda hoje não há flavienses ausentes que propositadamente marquem as suas férias nestes dias para virem a festa da terrinha, ou seja, as festas fazem-se por tradição e a tradição faz-se com muitos anos, que não é o caso desta festa, aliás, estamos em plenas festas e não há qualquer sinal exterior de festa (quero dizer bandeirinhas, luzinhas a piscar, altifalantes nas esquinas, barracas dos ciganos, carrosséis, pipocas… nem a esses lhes cheira a festa) e não me consta que alguém (principalmente flavienses ausentes) tivessem vindo, com a família ou sem ela, para as festas da cidade.

 

Claro que todo este ambiente não festivo se deve precisamente à falta de tradição daquilo a que podemos chamar verdadeiramente festa, e não me digam que as bandeirinhas, os altifalantes, as luzinhas a piscar… são coisa foleira, senão vou ter que dizer que as nossas grandes cidades de Lisboa e Porto também são foleiras com o seu Stº António e S.João. Mas adiante, a verdade é que se tem tentado dar alguma continuidade e tradição às festas da cidade, mas, é também verdade que a sua falta de sucesso passa também pela falta de tradição e pela pobreza do programa de festas, pela falta de eventos e feiras associadas às festas, além do tal factor religioso da falta de um santo ou uma santa, pois festa sem procissão ou pelo menos um santo ou santa, desculpem-me, mas não é festa (sou foleiro, eu sei!).

 

Mas tudo vai indo bem. Tal como digo as festas fazem-se com tradição e estamos ou tentamos estar no bom caminho (a manter-se e a melhorar-se), pois estas festas têm apenas o hábito (que não é tradição) de apenas uns 15 anos (mais anos, menos ano), e daqui as uns 50 ou 100 anos, pode ser que aí sim, as festas sejam verdadeiramente festas da cidade. Até lá, muita coisa haverá que pensar e realizar para que as festas sejam verdadeiras festas e não passem de uma simples animação dos meses de verão, como por exemplo (e porque não) fazer a festa-feira do presunto (que já está curado) e do pastel de Chaves, que além de bons (se genuinos) dão tanto nome à terrinha. Saibamos tirar-lhe também o proveito - É uma simples opinião pessoal, interessada, mas desinteressada, pois nem tenho presuntos para venda nem sou pasteleiro, só lhes conheço o gosto, que aprecio e recomendo.

 

Mas esta questão de festa ou não nestes dias associados ao dia da cidade (8 de Julho) a mim (como flaviense) até pouco me afecta, pois as verdadeiras festas da cidade já há muito anos que existem e essas sim, trazem muitos flavienses ausentes, porque é tradição vir à terrinha nesses dias – Refiro-me à Feira dos Santos, a nossa verdadeira festa de rua, do povo, das freguesias e de muitos forasteiros (ainda aos milhares), contando com os amigos galegos. Essa sim, merecia ser olhada com mais atenção.

 

Mas enfim, vamos tendo o programa de festas de verão possível, ao qual, se fosse eu o xerife da cidade, fazia algumas alterações, embora me congratule com a maioria das actividades terem lugar na praça mais nobre que temos, a Praça do Duque de Bragança. Mas, já quanto à actuação das bandas, trocava a Praça do Duque pelo Jardim Público, em jeito de quem retomasse as antigas verbenas (que essas sim tiveram tradição), além de ser um espaço próprio para esse tipo de espectáculo, porque já todos sabemos que os foguetes estouram no ar e a banda toca no coreto. Apenas pormenores, apontamentos e algumas actividades com as quais a Madalena talvez ganhasse mais que com os carros na Ponte Romana. E já agora, que os comerciantes da Madalena e os seus representantes políticos são tão reivindicativos em termos de carros na ponte, não seria bom também pensarem em termos de animação da freguesia e do Jardim público que sempre esteve associado a grandes noites de festas de verão? Além de ter também o único coreto da cidade, que é bonito e até fica bem na fotografia, mas que raramente tem o gosto de ter uma banda e os seus músicos a pisarem-lhe o chão.

 

E para rematar o já longo post, no programa anuncia-se que de dia 8 a 14 de Julho há o campeonato do mundo de pesca de veteranos na Alameda de S.Roque.  Como a nossa língua portuguesa é traiçoeira, só quero esclarecer que, o que se pretende pescar, são peixes e não veteranos, pois estes são os pescadores e, além disso, não é propriamente na alameda de S.Roque que se vai pescar, mas no Rio Tâmega. Só um pequeno esclarecimento não fosse haver “praí” alguém com ideias de ir pescar velhotes para a alameda!

 

Resta-me pedir desculpas por um simples prato do coleccionismo de temática flaviense dar lugar a tão longo discurso sobre as festas da cidade, mas na próxima edição prometo voltamos à normalidade e também congratular-me (mais uma vez) com as boas intenções de se fazerem umas festa da cidade…

 

E já que falo em discursos, amanhã é dia de discurso sobre a cidade, de autoria do Blog da Rua Nove.

 

Até ao próximo discurso, estão!

 

Até amanhã!

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