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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Um minuto de vídeo de Domingo à tarde

21.07.08 | Fer.Ribeiro

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O que Chaves precisa, é de poesia

E também olhos de poeta

Palavras não

olhares

Andorinhas no ar

São adoráveis as andorinhas

Mas chatas, e fazem muito barulho

Não param quietas e como hoje é Domingo

O que eu preciso é de paz e poesia

O sofá é um paraíso

Dos pobres e remediados, claro está

Mas também como as andorinhas

É chato

Não faz barulho e está muito quieto

 

Vou dar uma volta

Podia girar sobre mim próprio

E era o mesmo

Mas não

Somo teimosos

Engrandecemos as voltas

Vamos lá baixo…

 

As andorinhas são chatas…

O sofá já chateou o suficiente…

Ah!

Sempre temos o rio e a Madalena

Ai a Madalena, conheci uma que…

 

Voltemos ao rio

Sem patos

Mas com pescadores

Pescar é muito poético

Eu já pesquei uma vez

Gostei muito de pescar

Mas nunca pesquei nada

Pensando bem, acho que pescar

Também era uma chatice

 

Bem, vamos embora

Isto é letra de canção

A música também é poesia

Não se olha nem se apalpa

Mas é poesia…

 

Estava no ir

Que por cá até se diz – bou-me (embora)

Embora antes

De partir…

inocentar os inocentes

Com poesia

Não vão as posturas

Por força da lei

Apreender, capturar, confiscar, deter,

Segurar, tomar, pegar…

Um minuto que seja de olhares clandestinos

Com todos os significados

Que a língua portuguesa é muito traiçoeira

Pois!

Nem houve caravana a passar

Nem cães a ladrar

Apenas

Pecadores a desmontar

Perdão!

Pescadores.

E nada mais vi…

 

E venha daí alguém, dizer que isto não é poesia de Domingo à tarde!

 

Até amanhã, com o olhar poético e escorreito de outros artistas.