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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Ás voltas pela cidade - Chaves - Portugal

06.08.08 | Fer.Ribeiro

 

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Congratulo-me com a cidade de Chaves e principalmente as nossas aldeias estarem em festa. É a festa dos que regressam à terrinha para uns dias, que são sempre poucos, mas que servem para matar saudades.

 

É sempre bom ver por cá caras novas mas também velhos amigos que andam lá fora a lutar pela vida, que seja lá fora no estrangeiro, quer seja lá fora neste nosso Portugal.

 

Pena que a cidade não esteja de todo preparada para receber tanta gente, principalmente em questões de trânsito e estacionamentos, que já por si, durante o ano deixa muito a desejar e que neste mês fica um autêntico caos. É o velho problema de sempre que vai sendo sempre adiado.

 

Tenha pena também que neste mês que tanta gente recebe, não só dos nossos, que só por estarem na terrinha já estão satisfeitos, mas também de muitas visitas de primeira vez de turistas à cidade, algumas das nossas maravilhas não estejam no seu melhor quanto a apresentação, principalmente o nosso Tâmega que apresenta uma imagem escanzelada devido a abertura das comportas por motivo de obras que se prendem com a ponte pedonal, a tal que vai fazer figura (sem dúvida) mas que não passa de um luxo em tempo de crise, quando ali mesmo ao lado temos uma ponte pedonal por excelência e com 2000 anos de história. Enfim, políticas que eu não contesto, mas que me custam a engolir… Mas se por um lado o “escanzelamento” do rio dá uma má imagem a quem nos visita,  tem servido para repor e reconstruir as nossas românticas poldras que os mais ousados e sem vertigens ou medos, poderão atravessar até à outra margem. Já agora poder-se-ia aproveitar o “escanzelamento” do rio para o limpar e retirar dele alguns lixos que agora estão tão visíveis.

 

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E já que estou em maré de lamentos, lamento também que um dos principais cartazes turísticos em exibição seja o que está exposto na base da muralha, no baluarte do cavaleiro, com tenda de campismo, carro estacionado, vedação e contestação exposta, como se os cinco “polícias” do lado não chegassem para atormentar as vistas da muralha.

 

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Turisticamente falando continua a faltar um roteiro da cidade digno e apresentável bem como um posto de divulgação daquilo que temos de melhor, quer no que respeita à cidade histórica e monumental como também à gastronomia, presunto à parte, pois embora afamado, não conheço nenhum local na cidade onde o presunto faça as honras da casa e se possa comer um naco do dele, acompanhado de um bom vinho e um pedaço de pão centeio, umas azeitonas e uma cebola com sal, tudo da região. (S.Lourenço à parte, onde ainda se encontra disto tudo, mas nem a estrada foi melhorada para um bom acesso). Claro que estou a falar de presunto de Chaves e não daquele que há em todos os sítios e que se compra ali ao lado aos nossos amigos de Feces.

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Turisticamente falando fica aqui também um lamento e que se prende com o nosso actor principal que dá pelo nome de castelo. Um lamento que não é meu, mas de quem o visita, pois o seu terraço na cobertura, de onde se tem uma vista privilegiada para o centro histórico das nossas ruas medievais, está fechado por motivos de obras do telhado. Que raio de mês para entrar em obras, precisamente quando o castelo é mais concorrido em visitas. Não haveria por aí um mês do ano em que o castelo está às moscas para arranjar o telhado!? Já agora, as pombas são bonitas e até ficam bem na fotografia, mas em termos higiénicos e de salubridade  deixam muito a desejar e como diz o outro “cagam tudo” e em todos também, e não é por nada, mas já tomaram de assalto o edifício do poder, a praça do duque e o castelo e o problema é se elas engripam. Já agora, que é feito dos patos do Tâmega!?

 

Até amanhã, com o coleccionismo de temática flaviense.

 

 

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