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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Apo(logistas)

11.08.08 | Fer.Ribeiro

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Embora o vídeo de hoje ande por terras da freguesia de Stª Cruz/Trindade, que é onde se concentram a maioria das grandes superfícies comerciais da cidade, o tema de hoje volta a ser a ponte romana e pela simples razão de, contra a vontade popular da grande maioria da população, se estarem a fazer todos os arranjos para que a ponte Romana continue com trânsito automóvel.

 

Deixo por aqui o comunicado da ACISAT a respeito do assunto:

 

 

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Só quem é cego é que não vê que o problema dos comerciantes da Madalena e do comércio tradicional nada tem a ver com a Ponte Romana ter ou não trânsito automóvel e este, a manter-se, só servirá para os comerciantes se entreterem à porta dos seus estabelecimentos a ver passar os carros.

 

Mas o caricato da questão são os argumentos tão ridículos como contraditórios que a ACISAT arranja para justificar o trânsito na ponte, começando pelos seus 1900 anos de existência em que se manteve com tráfego. Aliás as pontes são feitas para isso mesmo, mas esquece mencionar que dos 1900 anos da sua existência, pelo menos durante mais de 1800 anos nunca foi atravessada por um automóvel. Também convém realçar que tanto a ponte Barbosa Carmona tal como a Ponte de S.Roque foram construídas precisamente para lhe retirar trânsito de cima. Quanto à cena dos estudantes, essa tem peso, e é sem dúvida um argumento mais que válido. Quanto à nova ponte pedonal (em construção) ser um valioso contributo para a utilização racional da Ponte Romana, também é verdade, principalmente para quem vai ao E’Leclerc a pé. Até me admira como é que a ACISAT não propõe no comunicado o fecho da Ponte Romana aos peões após a conclusão da ponte pedonal. Se calha não se lembrou!

 

Refere ainda o comunicado que os anteriores 70 cm de passeio passaram para cerca de 2m, no entanto vê a necessidade de delimitar os espaços pedonais com floreiras em ferro forjado a condizer com o gradeamento. Boa! Esta é a melhor de todas, pois além de demonstrar que afinal os peões não estão seguros com os automóveis na ponte, vão-se estreitar os passeios com floreiras a condizer com o gradeamento, que é um dos poucos elementos que nada tem a ver com a ponte romana, historicamente falando (Cá pra mim isto foi aprendido nas tais universidades públicas por onde passaram os melhores historiadores flavienses).

 

Por último falta referir o “abaixo assinado” com centenas de assinaturas entregue na ACISAT. Pois nós por cá na blogosfera, conseguimos milhares de assinaturas (5.085) das quais 82% são a favor do fecho definitivo e permanente da Ponte Romana ao Trânsito, mas há também outros “abaixo assinados” em posse da Câmara Municipal com mais de 1000 assinaturas (em apenas uns dias) que defende o fecho da ponte ao trânsito.

 

Só me resta fazer uma pergunta à ACISAT. Onde é que estava e onde estão os comunicados contra a abertura das grandes superfícies e grandes armazéns em Chaves, que esses sim, são os principais inimigos do comércio tradicional. Onde é que estava quando dezenas de comerciantes com minimercados (muitos mais que os da Madalena), foram obrigados a fechar as portas com a abertura dessas mesmas grandes superfícies? Onde é que estava quando viu reabrir o Mini-Preço (com nome camuflado) no Rua do Olival, quando o seu fecho (ao que constou) era uma das cláusulas para poderem abrir as novas instalações no Alto da Trindade? E quanto ao Grande Centro Comercial do qual se fala ou que está previsto para a Fonte do Leite, qual é a opinião da ACISAT?  E a última pergunta à ACISAT: O que é que tem feito em defesa do comércio tradicional!?  Claro que aqui ficam de parte as grandes passagens de modelos com meia dúzia de anoréxicas vindas lá de baixo, como se cá não tivéssemos gajas boas. Pois bastava uma qualquer flaviense para meter no bolso todas as que vieram lá de baixo.

 

 

Até amanhã!

 

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