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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves Rural - Vilela Seca

16.09.06 | Fer.Ribeiro
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Vilela Seca é uma das aldeias que tipifica bem a grande maioria das aldeias do concelho. Aldeia com um núcleo de construções antigas onde o granito tão bem se conciliava com a madeira, algumas casas senhoriais abandonadas a caminhar para a ruína, uma ou outra casa recuperada e uma população envelhecida. Na periferia começaram a nascer as novas construções da era do betão, propriedade de casais mais jovens, residentes ou emigrantes. A população envelhecida (do núcleo) lá vai tratando das terras, conforme pode ou, vivendo da reforma, também conforme podem ou dá. A população mais jovem (da periferia) dedica-se a outros ofícios, a maior parte deles dependentes da cidade ou desenvolvidos mesmo na cidade. Quanto a crianças, o costume – poucas.

Também Vilela Seca, tal como a grande maioria das nossas aldeias, tem um núcleo de casario interessante, mas maioritariamente em mau estado de conservação ou mesmo abandonado e/ou em ruínas. Uma das construções que nesse núcleo foi dada ao abandono e que caminha a passos largos para a ruína, é a antiga igreja, despida já de todo o seu interior. E a explicação do abandono, segundo o testemunho de uma senhora pertencente à tal população envelhecida do núcleo, é simples. Nos finais dos anos 70 como a igreja não comportava toda a gente da aldeia (segundo o Padre) partiram para a construção de uma nova igreja, maior e na periferia (também por influência do Padre). E acrescentava a senhora: - “Agora tem uma igreja grande, mas não tem pessoas…”.

Mas além dos espinhos, no roseiral, também há rosas. Espantou-me a beleza, a limpeza e o cuidado no tratamento do conjunto e até dos pormenores do largo do cemitério, tratamento digno do lugar. Na imagem do post de hoje, fico pela beleza do pormenor do cruzeiro desse mesmo largo.

Vilela Seca fica a 12 quilómetros da cidade de Chaves, é sede de freguesia (aliás única aldeia da freguesia) e faz fronteira com as freguesias de Vilarelho, Outeiro Seco, Bustelo e Ervededo.

Até amanhã!