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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, o Rio e a suas margens - Portugal

17.09.08 | Fer.Ribeiro

 

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Como por cá o “povo” já inaugurou (mesmo que à revelia) a nova ponte pedonal e inaugura constantemente os novos espaços à beira rio, os que estão fora da terrinha também têm direito a estes novos espaços e equipamentos, nem que seja só em imagem.

 

Pois hoje ficam por aqui algumas imagens inéditas e que ainda há coisa de um mês atrás não eram possíveis porque não existiam.

 

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Independentemente da crise económica que se atravessa e que nos faz ficar mais atentos aonde param e são investidos os dinheiros públicos, independentemente das prioridades ou obras essenciais que ano após ano vão sendo adiadas (entre outras a circular de Chaves, a ligação da Nacional 314 à Adega Cooperativa, a Casa Mortuária de Chaves, instalações sanitárias públicas, um acesso digno à auto-estrada, a recuperação do casario e da vida do Centro Histórico, uma sala de espectáculos com cinema com condições para receber qualquer tipo de espectáculo, etc), que embora muitas delas estejam projectadas e pensadas, e as responsabilidades sejam repartidas pelo estado, pela autarquia e até pela iniciativa privada, o facto é que há muitas obras que são fundamentais para a cidade que não estão em execução nem se sabe quando estarão. Independentemente de tudo isto há movimento à beira rio e está a transforma-se para a cidade.

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Pois é, o POLIS finalmente começa a ver as suas obras à beira da conclusão e até já todos esquecemos os prazos e a contagem decrescente do “gigantesco” painel colocado no Tabolado a indicar os dias, horas e minutos que faltava para a sua conclusão, que não sei por que razão se avariou para podermos saber se o “relógio” entrava nos negativos. Publicidade à moda do Sócrates que os de cá acarinharam enquanto lhe acharam graça. Mas isto são contas de outro rosário. Do Polis Chaves lamenta-se mesmo é que algumas obras previstas inicialmente tivessem ficado pelo caminho, principalmente uma que era recebida com todo o carinho pelos flavienses – a recuperação do cineteatro (entre outras claro), mas mesmo assim, o que vai sendo feito principalmente no respeitante às margens do rio é positivo e todos nos temos de congratular com a recuperação do rio ou melhor, das suas margens para a cidade, com quem a cidade parecia andar zangada e de costas voltadas desde há muitos anos ou desde sempre (salvo pequenas excepções).

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A cidade ribeirinha está a ficar diferente e para melhor com os seus espaços preparados para nos receber e desfrutar deles. Podia estar melhor, pois podia, mas o que vamos ter já é muito bom e sempre há a esperança de com o tempo, se poder ajustar e melhorar alguns destes espaços, as necessidades futuras também irão dizer qualquer coisa e pode ser que finalmente também o rio comece a ter vida e actividades ligadas a ele. Só é preciso ter ideias e iniciativas.

 

Mas pessoalmente também fico de pé atrás em relação a todo este arranjo das margens, e fico-o porque sei o que a casa gasta após estes espaços serem abertos ao público. Basta dár um passeio pelas recentes espaços públicos abertos à cidade, para ver que a muita gente lhe faltou chá quando eram miúdos, ou sempre lhe faltou. Estou a falar da canalha (na qual estão incluídos muitos adultos) que se entretêm em horas mortas e da noite a destruir aquilo que é de todos. Um passeio pelo Tabolado dá para entender aquilo que digo, com vidros partidos das instalações sanitárias, bancos partidos e outro equipamento destruído. O mesmo se passa com alguns bancos da envolvente do forte de S.Francisco e um bocadinho por todo o lado que é espaço público. Mas a culpa não é só da canalha e da falta de chá, mas também de quem lho permite e da indiferença de todos para com estes actos, além de após as obras haver uma palavra que costuma ficar na gaveta – manutenção, pois as coisas não duram sempre nem são eternas.

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Posso estar enganado, mas nestes novos espaços ribeirinhos que vão ser abertos à cidade, se não forem tomadas medidas logo desde a sua abertura contra a canalha e banditismo bem como manutenção, depressa deixará de ser um espaço agradável da cidade. A cidade cresceu e a pacatez de há umas dezenas de anos atrás já há muito que lá vai e hoje, nem sequer temos “parrecos” e outras aves a seguirem-nos os passos que debitamos na cidade – só aparato.

 

Mas hoje o que quero mesmo é que os que estão fora da terrinha desfrutem das novas imagens da cidade e até das velhas imagens, mas com um olhar diferente.

 

Amanhã cá estaremos de novo, com o coleccionismo de temática flaviense.

 

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