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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

10
Nov08

Flavienses Ilustres - Anaíza Ripado


 

Há nomes com os quais todos os dias tropeçamos aqui na cidade e dos quais pouco ou nada sabemos. Alguns até mais conhecidos que outros e pela simples razão que tropeçamos com eles mais vezes. Bispo Idácio ou General Silveira, Irmãos Garcia Lopes, Dr. Júlio Martins, entre muitos outros. Nomes de gente que por uma ou outra razão estão fortemente ligados a Chaves, alguns deles flavienses de nascença outros, que embora não tivessem nascido cá na terrinha, acabaram por ligar-se a ela e viver por cá e por ela toda a sua vida.
 
Mas há nomes com os quais tropeçamos aqui na cidade, que dão nome a uma rua e às vezes até acontece ser a primeira vez a tropeçar com eles.
 
ANAÍZA RIPADO, é um desses nomes, é topónimo de uma Rua na Trindade, que começa na Rua Comendador Pereira da Silva e acaba na Avenida da Trindade. Mas quem foi Anaísa Ripado? Também eu fiz essa pergunta a primeira vez que vi o nome, e graças a Firmino Aires e a «Toponímia Flaviense», 1990, vamos tendo resposta para saber um pouco de quem é ou era o nome que dá nomes às nossas ruas, avenidas e praças.
 
Pois para fazer parte desta rubrica do blog, o nome convidado, tem que forçosamente ser uma ilustre flaviense e Anaíza Ripado, pelos nobres e melhores motivos faz parte da nossa galeria de Ilustres Flavienses.
 
Anaíza Aureliana da Fonseca Veiga Ripado, nasceu em Chaves em 1874. Era filha de Guilherme Augusto da Veiga e de Flamínia da Fonseca Veiga.
 
Faleceu em 18-XII-1939, em Chaves onde foi sepultada. Era de família distinta, originaria da casa brasonada de S. Pedro de Agrochão.
 
Casou com o coronel Joaquim Augusto Ripado, viúvo, alentejano, falecido provavelmente em 1894. Este foi vitima de um cancro na língua, sofrendo horrivelmente. Vendo a miséria que sofreu o seu marido, ela dedicou-se a enfermagem, quer por tendência natural, quer pelo grande amor ao próximo.
 
Leu tudo quanto pode, relacionado com a Medicina, no tocante a Enfermagem.
 
A sua casa, sita na Rua da Misericórdia, nº 2 e 4 de policia, transformou-a numa verdadeira casa de saúde, onde acorriam as pessoas de todas as classes sociais. Procurou fazer o bem que pode. Nada queria em recompensa. As muitíssimas pessoas que ela tratava, procuraram agradecer-lhe, de algum modo. Recebeu muitas dádivas de jóias, ouro e prata que veio depois a oferecer a Santa Casa da Misericórdia de Chaves.
 
A maior sala da sua casa era reconhecida por quarto das dores, pois ali eram assistidas as parturientes e muitos outros doentes também. Pelos seus muitos conhecimentos adquiridos e pelos grandes e gratuitos serviços prestados, com abnegação, nenhum médico se interpôs ao exercício destas funções, sem para tal estar devidamente qualificada.
 
Morreu pobre, dando tudo quanto possuía. Praticou o bem, entregando-se inteiramente a socorrer o próximo, especialmente os doentes e os pobrezinhos.
 
Por ocasião da revolução de Paiva Couceiro, em 1912, houve vários feridos que ela tratou com muito desvelo. Por isso o Governo da Republica prestou-lhe honrosas homenagens.
 
Aprovada, sob proposta de S. Ex.ª o Ministro da Instrução Pública, a concessão do Grau de Oficial da Ordem de INSTRUÇÃO-BENEMERENCIA, a Exm.ª Sr.ª D. Anaíza Veiga Ripado, - Lisboa, 17 de Setembro de 1912.
 
Por portaria de 5 de Outubro de 1912, 0 Ministro da Guerra, António Xavier Correa Barreto, atendendo ao que propôs a Comissão Central da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha e tendo em vista o que dispõe o estatuto da referida instituição, anexo ao decreto de 7 de Maio de 1908, manda o Governo da República conferir a Cruz Vermelha de primeira classe a ANAÍZA RIPADO por estar compreendido nas disposições do Capitulo VIII do mesmo estatuto e pelo desvelo e abnegação com que se houve no tratamento dos feridos no hospital de sangue de Chaves, 8 de Julho de 1912.
 
E para já, excepcionalmente, o post fica sem imagens, pois problemas alheios à minha vontade privam-me das mesmas, mas logo que possível as imagens entrarão no post.
 
Até amanhã, de novo com outros olhares de Chaves.
 

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